Duas pinturas a óleo de Pierre-Auguste Renoir foram recuperadas um mês após serem roubadas do Museu Renoir, em Cagnes-sur-Mer, na França. Cinco suspeitos foram detidos pela invasão, ocorrida em 8 de setembro, quando criminosos serraram as fixações das obras e fugiram com duas telas, abandonando outras duas no jardim após o alarme disparar. O caso trouxe alívio ao patrimônio local e reacendeu o debate sobre a segurança nos museus franceses após recentes episódios de invasões e furtos de arte.
O local exato onde as pinturas foram encontradas e o estado de conservação delas não foram informados. As obras haviam sido levadas do Museu Renoir por dois ladrões, no dia 8 de setembro. Eles invadiram o prédio, serraram as fixações de quatro quadros e conseguiram fugir com dois, abandonando os outros no jardim.
Na quinta-feira (8), cinco pessoas foram detidas por envolvimento no caso, incluindo a dupla suspeita de ter cometido o roubo. "Estes quadros não são meras obras de arte. Eles pertencem à história da nossa cidade, ao nosso patrimônio e ao legado deixado por Auguste Renoir em Cagnes-sur-Mer. Saber que foram recuperados é um enorme alívio", declarou Masson em um comunicado.
O roubo ocorreu em apenas alguns minutos, pouco antes das 6h da manhã, no museu municipal instalado na cidade onde o pintor impressionista Pierre-Auguste Renoir (1841-1919) viveu os últimos anos de sua vida.
Segundo o prefeito Bryan Masson, do partido Reunião Nacional (RN), de extrema direita, o grupo, "bem equipado e bem informado", abriu um buraco na cerca para entrar na área arborizada da propriedade e, em seguida, quebrou uma janela do prédio, antes de cortar as fixações dos quadros com uma serra elétrica para metais.
No entanto, uma patrulha da polícia municipal, alertada pelo sistema de alarme, interveio em poucos minutos, o que, provavelmente, forçou os ladrões a agirem às pressas.
Eles conseguiram levar duas pinturas a óleo de Renoir: "Madame Colonna Romano" e "Jeune femme au puits" (Jovem mulher no poço). Em contrapartida, tiveram de abandonar os retratos "Madame Pichon" e "Coco lisant" (Coco lendo). Este último quadro é uma representação muito famosa do filho do pintor, com longos cabelos loiros.
Debate sobre segurança dos museus
Inicialmente, a prefeitura estimou em € 9 milhões (cerca de R$ 50 milhões na cotação atual) o valor conjunto das quatro obras visadas pelos criminosos, mas não divulgou a avaliação específica das duas telas que haviam sido levadas.
O roubo dos quadros de Renoir ocorreu quase um ano após a ação criminosa no Louvre, o museu mais visitado do mundo, situado no coração de Paris. Na ocasião, oito joias da Coroa da França foram furtadas da Galeria de Apolo, incluindo o diadema da Imperatriz Eugênia, recuperado mais tarde em estado de grande deterioração. O prejuízo foi estimado em € 88 milhões.
O crime em Cagnes-sur-Mer reacendeu o debate sobre a segurança dos museus franceses; vários deles sofreram invasões de grande repercussão nos últimos meses.
Para tentar frear estes casos, o Ministério da Cultura divulgou um plano de 33 medidas em julho, recomendando a retirada temporária de algumas peças das vitrines, "enquanto se aguarda o reforço da segurança de sua exposição".
Com AFP