Aos pés da Torre Eiffel, banhistas nadavam nesse primeiro dia de funcionamento das áreas, apoiados em suas boias amarelas, obrigatórias por causa da correnteza, sob o olhar de salva-vidas de camiseta fluorescente posicionados no cais de madeira. "É melhor do que uma piscina. Não é exatamente uma praia, mas dá a sensação de que já estamos um pouquinho de férias", diz, sorrindo, Lauriane Fiorentino, funcionária de uma empresa de construção.
Às margens do rio, onde algumas pessoas tomavam sol, os turistas também demonstravam entusiasmo. "Olhem só essa água, com a Torre Eiffel ao fundo... Sinceramente, dá para ser mais bonito?", comemora Benjamin Doncan, um americano que visitava o local com seus sobrinhos-netos.
Após um século de proibição - suspensa durante os Jogos Olímpicos de 2024 -, as três áreas, que atraíram quase 100 mil visitantes no ano passado, reabrem gratuitamente até o fim de agosto. Elas estão localizadas em Bercy (leste), Grenelle (oeste) e no braço Marie, um trecho do rio atrás da Catedral de Notre-Dame, no coração de Paris.
A qualidade da água, que depende fortemente das condições meteorológicas, é testada várias vezes ao dia e informada aos banhistas por meio de um sistema de bandeiras: verde, laranja e vermelha. Crianças menores de 14 anos devem estar acompanhadas por um adulto.
Salva-vidas estão presentes para supervisionar as áreas de banho e verificar a capacidade de natação dos usuários. Boias de contagem também permitem acompanhar, em tempo real, a lotação dos locais.
O banho também continua autorizado em um trecho do Canal Saint-Martin, aberto antecipadamente em meados de junho pela prefeitura durante a onda de calor, mas apenas aos domingos. Já os amantes dos canais podem mergulhar todos os dias na bacia da Villette, no Canal do Ourcq.
Afogamentos
O corpo de um homem na faixa dos 30 anos foi encontrado no início da manhã deste sábado no Canal Saint-Martin, segundo uma fonte policial informou à AFP. Em 26 de junho, outro homem morreu afogado no mesmo canal ao nadar fora da área autorizada, segundo as autoridades.
Em âmbito nacional, a ministra dos Esportes e da Juventude, Marina Ferrari, anunciou na quinta-feira, em entrevista à rádio RMC, que o número de mortes por afogamento já passava de 90 desde 19 de junho. "Um número preocupante", lamentou.
(Com agências)