Guerra no Oriente Médio: Macron reforça apoio a aliados e anuncia envio de porta-aviões ao Mediterrâneo

Em discurso transmitido ao vivo na noite desta terça-feira (3), o presidente francês, Emmanuel Macron, voltou a falar sobre o posicionamento do país na guerra travada entre Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio. Ele afirmou que a França vai apoiar os aliados na região e alertou o governo israelense sobre uma possível intervenção terrestre no Líbano.

3 mar 2026 - 16h57

O presidente destacou que a França continuará, pelo tempo que for necessário, a mobilizar meios de defesa antiaérea nos países do Golfo com os quais mantém acordos de defesa, mencionando o Catar, o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos.

O presidente francês, Emmanuel Macron, fez um pronunciamento na televisão em 3 de março de 2026 no qual falou sobre a estratégia de defesa do país.
O presidente francês, Emmanuel Macron, fez um pronunciamento na televisão em 3 de março de 2026 no qual falou sobre a estratégia de defesa do país.
Foto: AFP - SEBASTIEN BOZON / RFI

O chefe de Estado também afirmou que a França derrubou drones "em legítima defesa" "desde as primeiras horas" do conflito, e que duas bases francesas sofreram, nesse contexto, "ataques limitados, que causaram danos materiais".

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"Ordenei que o porta‑aviões Charles de Gaulle, seus meios aéreos e sua escolta de fragatas, sigam para o Mediterrâneo", declarou o presidente. Ele também anunciou o envio para a região de aviões Rafale, de sistemas de defesa antiaérea e um radar aerotransportado, que foram mobilizados "nas últimas horas", além do envio ao Chipre da fragata Languedoc equipada com meios antiaéreos.

Ataques ao Chipre

Macron lembrou que o Chipre é membro da União Europeia e que foi atingido nos últimos dias, o que influenciou no envio de apoio da França, que deve chegar nesta noite.

"Estamos, além disso, garantindo uma coordenação estreita com nossos aliados e parceiros europeus, em primeiro lugar com nossos amigos gregos, para que esse esforço no Mediterrâneo Oriental seja reforçado pelas nações que desejarem participar", acrescentou.

Mais cedo, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, também havia anunciado o envio de um navio de guerra e meios antidrones ao Mediterrâneo para proteger suas bases militares no país.

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Críticas ao Hezbollah e alerta a Israel

O presidente francês também pediu a Israel que cesse seus ataques no Líbano. "Seria uma escalada perigosa e um erro estratégico", disse Macron. "Nas últimas horas, a guerra está se estendendo ao Líbano, onde o Hezbollah cometeu o erro grave de atacar Israel e colocar os libaneses em perigo", completou.

Um ataque israelense atingiu nesta terça‑feira a sede de uma organização islamista aliada ao Hezbollah libanês e ao Hamas palestino, em Saïda, principal cidade do sul do Líbano, informou a agência oficial NNA. O Exército israelense anunciou ainda que irá atacar infraestruturas militares do Hezbollah em Sour, no sul do Líbano.

"É imperativo que o Hezbollah cesse imediatamente todos os ataques, e peço a Israel que respeite o território libanês e sua integridade", disse Emmanuel Macron.

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