Crise de moradia provoca confrontos entre manifestantes e forças de segurança em Portugal

1 nov 2026 - 07h26
(atualizado às 08h20)
Resumo
A polícia de Portugal desmontou acampamentos contra a crise de moradia em Lisboa e no Porto, gerando confrontos violentos. A ação deixou 13 policiais e dezenas de manifestantes feridos, além de 13 detidos. Os protestos criticam o governo de centro-direita por medidas que facilitam despejos e retiram limites dos aluguéis, o que agravaria o custo de vida. Inspirado em mobilizações similares na Espanha, o movimento teme que as novas regras tornem os inquilinos ainda mais vulneráveis.
Tropas de choque detêm um manifestante durante um protesto contra a crise habitacional na Praça do Rossio, no centro de Lisboa, na noite entre 31 de outubro e 1º de novembro de 2026.
Tropas de choque detêm um manifestante durante um protesto contra a crise habitacional na Praça do Rossio, no centro de Lisboa, na noite entre 31 de outubro e 1º de novembro de 2026.
Foto: AFP - FILIPE AMORIM / RFI

A polícia de choque portuguesa retirou, na madrugada deste domingo (1), dezenas de barracas montadas por manifestantes que protestavam contra a crise de moradia no país. Houve confrontos, uso de cassetetes e 13 prisões em Lisboa e no Porto.

Em Lisboa, dezenas de policiais, alguns acompanhados por cães, desmontaram um acampamento na Praça do Rossio. No Porto, a operação ocorreu na Praça Dom João Primeiro. As ações começaram por volta das quatro e meia da manhã.

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Enquanto os policiais avançavam, os manifestantes gritavam: "Isso está cheirando a ditadura" e "Somos pacíficos".

Segundo a polícia, seis pessoas foram presas em Lisboa e sete no Porto por não obedecerem às ordens para deixar os locais.

A polícia afirma que manifestantes atiraram garrafas, tinta e artefatos pirotécnicos contra os agentes. Treze policiais ficaram feridos e oito precisaram ser levados ao hospital. Três policiais à paisana também teriam sido agredidos no Porto.

Os manifestantes afirmam que o número de feridos é maior. O grupo Acampada Lisboa diz que mais de 30 pessoas ficaram feridas, dez delas com necessidade de atendimento hospitalar.

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Os acampamentos foram montados depois de manifestações pacíficas contra o aumento dos preços dos imóveis e dos aluguéis.

O movimento critica o governo de centro-direita, que pretende facilitar despejos e acabar com os limites para os valores de novos contratos de aluguel. Os manifestantes temem que as mudanças aumentem ainda mais o custo da moradia e deixem os inquilinos mais vulneráveis.

O movimento português segue o exemplo da Espanha, onde manifestantes mantêm acampamentos há semanas em Madri e outras cidades.

com AFP

A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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