Espólio de Epstein faz acordo de US$35 milhões em ação coletiva de vítimas

20 fev 2026 - 10h47

O espólio de Jeffrey Epstein ‌concordou em pagar até US$35 milhões para resolver uma ação coletiva que acusava dois dos assessores do financista de auxiliar e incentivar o tráfico sexual de mulheres jovens e adolescentes, de acordo com um documento judicial apresentado ⁠na quinta-feira.

Boies Schiller Flexner, um escritório de advocacia que representa ‌as vítimas de Epstein, anunciou o acordo em um documento apresentado ao tribunal federal de Manhattan.

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O acordo, ‌se aprovado por um juiz, encerraria ‌uma ação judicial movida em 2024 contra o ⁠ex-advogado pessoal de Epstein, Darren Indyke, e o ex-contador Richard Kahn, que são coexecutores do espólio de Epstein.

O espólio de Epstein criou anteriormente um fundo de restituição que pagou US$121 milhões às vítimas. O espólio também pagou US$49 ‌milhões em acordos adicionais às vítimas.

Nem Indyke nem Kahn "fizeram qualquer ‌admissão ou concessão ⁠de má ⁠conduta" como parte do acordo divulgado na quinta-feira, disse seu advogado, Daniel ⁠H. Weiner, em comunicado ‌enviado por email.

"Como não ‌fizeram nada de errado, os coexecutores estavam preparados para lutar contra as acusações contra eles até o julgamento, mas concordaram em mediar e resolver este processo ⁠para chegar a uma conclusão definitiva sobre quaisquer possíveis reclamações contra o espólio de Epstein", disse Weiner.

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Weiner disse que o acordo proporcionaria "uma via confidencial para alívio financeiro" para as vítimas de ‌Epstein que ainda não resolveram as reclamações contra o espólio.

Epstein morreu em uma prisão de Nova York em agosto ⁠de 2019. Sua morte foi considerada suicídio.

No processo de 2024, os advogados da Boies Schiller Flexner afirmaram que Indyke e Kahn ajudaram Epstein a criar uma complexa rede de empresas e contas bancárias que lhe permitiam ocultar os seus abusos e pagar às vítimas e recrutadores, deixando-os "ricamente compensados" pelo seu trabalho.

O escritório de advocacia já havia ajudado a obter US$365 milhões em acordos com o JPMorgan Chase e o Deutsche Bank após acusá-los de ignorarem sinais de alerta sobre Epstein, que já foi um cliente lucrativo.

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