Apesar de greve, Câmara aprova reforma trabalhista de Milei

Como foi alterado, o texto terá de ser apreciado de novo pelo Senado

20 fev 2026 - 10h32
(atualizado às 10h58)

A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou o projeto de reforma trabalhista apresentado pelo presidente ultraliberal Javier Milei, que prevê jornadas de trabalho de até 12 horas, restrições a greves e redução de indenizações em demissões.

Protesto diante do Congresso da Argentina contra reforma trabalhista
Protesto diante do Congresso da Argentina contra reforma trabalhista
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

No entanto, como o texto foi alterado para retirar o artigo que cortava os salários em 50% no caso de licenças médicas sem relação com acidentes de trabalho, ele terá de voltar ao Senado, onde já havia sido aprovado.

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O objetivo do governo é transformar o projeto em lei já na semana que vem, apesar dos protestos e da greve geral realizada na última quinta (19), de modo a garantir uma importante vitória legislativa para Milei antes de seu discurso no Parlamento, previsto para 1º de março.

A iniciativa foi aprovada na câmara com 135 votos favoráveis e 115 contrários. "Isso significa a criação de trabalho formal, menos informalidade, padrões trabalhistas adequados ao século 21, menos burocracia, maior dinamismo e, sobretudo, o fim da indústria dos contenciosos", diz um comunicado da Casa Rosada.

A reforma defendida por Milei facilitaria a demissão de trabalhadores, com redução das indenizações e possibilidade de pagamento parcelado, além de limitar o direito a greve em setores essenciais, garantindo que pelo menos 50% da força de trabalho não paralise as atividades.

O texto também aumenta a jornada de trabalho de oito para 12 horas diárias, respeitando o limite de 48 horas semanais, e possibilita o fracionamento das férias.

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