Espanha e Portugal estão em alerta máximo e tempestades causam mais danos

12 fev 2026 - 11h12

Grandes áreas ‌de Espanha e Portugal estavam em alerta máximo na quinta-feira em meio a chuvas fortes e ventos intensos que atingiram a Península Ibérica, derrubando árvores, afetando o transporte e forçando o fechamento de escolas em algumas áreas.

Uma pessoa ficou em estado grave após ser atingida por uma árvore ⁠que caiu na região da Catalunha, na Espanha, durante as últimas tempestades ‌que atingiram a região nas últimas semanas.

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Parte da autoestrada A1 entre o norte e o sul de Portugal desabou na noite de ‌quarta-feira perto da cidade medieval de Coimbra, após ‌a ruptura de um dique.

Um alerta vermelho — o nível mais ⁠alto — foi decretado nas regiões do norte da Espanha de Galícia, Cantábria e País Basco após a chegada na quarta-feira de Nils, a oitava tempestade a atingir a Espanha este ano.

A agência meteorológica AEMET alertou para ondas de até nove metros de altura.

Autoridades da Catalunha suspenderam as ‌aulas e os eventos esportivos e restringiram os serviços de saúde não essenciais, ‌enquanto rajadas de vento ⁠de mais de ⁠105 km por hora derrubaram árvores, interrompendo o tráfego rodoviário e ferroviário em toda ⁠a região.

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Pelo menos cinco pessoas — ‌incluindo a pessoa que ficou ‌em estado grave após ser atingida por uma árvore — ficaram feridas devido aos ventos na Catalunha, disse Núria Parlon, chefe do departamento do interior da região, à estação de rádio RAC1.

Os serviços de ⁠proteção civil catalães enviaram um alerta de emergência móvel avisando a população para permanecer em casa e evitar viagens desnecessárias.

Pelo menos 40 voos com partida ou pouso no aeroporto El Prat de Barcelona foram cancelados, informaram fontes da operadora aeroportuária ‌Aena à Reuters. O aeroporto permaneceu operacional, mas com restrições que poderiam causar mais atrasos e cancelamentos, disseram.

"RIO ATMOSFÉRICO" SOBRE PORTUGAL

Em Portugal, um ⁠fenômeno climático conhecido como "rio atmosférico" — um amplo corredor de vapor de água concentrado que transporta grandes quantidades de umidade dos trópicos — trouxe novas chuvas torrenciais, afetando mais fortemente o norte, onde as autoridades retiraram cerca de 3.000 residentes.

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O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) disse que a tempestade Oriana — uma depressão atlântica separada que se aproxima do norte da península — não afetaria diretamente Portugal continental, mas causaria chuvas fortes e ventos em grande parte do país na quinta e na sexta-feira.

O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, afirmou aos repórteres que a restauração do trecho afetado da rodovia A1 levaria semanas, pois os reparos precisariam esperar que as águas da enchente baixassem.

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