Encontro entre Lula e Trump não tem status de 'visita de Estado'; entenda

Ida do petista aos Estados Unidos visa discussões sobre o crime organizando, tarifas, minerais raros, regulação de big techs e mais

7 mai 2026 - 13h29
Lula e Trump antes de reunião na Casa Branca, nesta quinta-feira, 7
Lula e Trump antes de reunião na Casa Branca, nesta quinta-feira, 7
Foto: Reprodução/X

Apesar de toda a expectativa, a viagem do presidente Lula (PT) aos Estados Unidos nesta quinta-feira, 6, para o encontro com o presidente Donald Trump dispensou uma série de formalidades e foi chamada pela Casa Branca de ‘visita de trabalho’. 

Diferentemente de uma ‘visita de Estado’, que conta com diferentes cordialidades entre os chefes de Estado, a ‘visita de trabalho’ envolve reuniões e não há grandes cerimônias de apresentação, trocas de presentes ou outras honrarias nas relações diplomáticas. 

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O objetivo prático da ‘visita de trabalho’ é a definição de ideias e estabelecer diálogo entre os chefes de Estado. Ainda assim, há a expectativa pelo recebimento com um banquete ou um jantar. 

Já a ‘visita de Estado’ envolve todas as honrarias máximas previstas, como o recebimento, fotos, almoços e jantares formais, entre outras circunstâncias, além das reuniões, sejam elas diretas ou entre membros das equipes dos presidentes.  

Com tapete vermelho, Lula é recepcionado por Trump ao chegar à Casa Branca
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A visita de Lula a Washington vinha sendo adiada desde março, quando os governos não encontraram uma data para a pretendida reunião, articulada desde o fim do ano passado e combinada em janeiro, em telefonema entre Lula e Trump.

A reunião, prevista para março, foi adiada em meio à escalada da tensão no Oriente Médio, envolvendo a guerra no Irã. O que, inicialmente, esbarrava em uma compatibilidade de agendas, também esbarrou nas prioridades do governo americano.

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Nesta quinta-feira, Lula levará uma pauta focada na discussão sobre uma possível parceria no controle de fluxo financeiro de organizações criminosas transnacionais, tarifas, minerais raros, regulação de big techs, energia e petróleo e questões diplomáticas.

Ambos os presidentes chegam para o encontro com seus índices de aprovação em baixa.

Fonte: Portal Terra
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