EUA e outros 18 membros da OMC concordam entre si em não impor tarifas sobre comércio eletrônico

7 mai 2026 - 12h51
(atualizado às 12h59)

Os ‌Estados Unidos e mais 18 países, incluindo Japão, Coreia do Sul, Cingapura e Austrália, lançaram nesta quinta-feira um pacto próprio para não impor tarifas sobre o comércio eletrônico, depois que não houve ⁠acordo para encerrar um impasse sobre o tema com ‌o Brasil, segundo um documento.

O Brasil se opôs a uma extensão de um acordo global ‌em negociações da Organização Mundial ‌do Comércio (OMC).

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O fracasso em uma reunião de ⁠alto nível da OMC em Yaoundé, Camarões, em março, para renovar a moratória de longa data sobre as taxas para streaming e downloads transfronteiriços marcou outro retrocesso para o papel da OMC na ‌definição das regras do comércio global.

A moratória, acordada ‌em 1998 e ⁠renovada regularmente ⁠desde então, proíbe tarifas sobre transmissões eletrônicas internacionais, como streaming ⁠de músicas ou filmes ‌e download de ‌softwares.

Os membros da OMC com grandes economias digitais -- incluindo os EUA, a União Europeia, o Canadá e o Japão -- argumentam que ela proporciona ⁠previsibilidade para o comércio digital global e querem que se torne permanente.

Dezenove países, incluindo os EUA, Japão, Coreia do Sul, Cingapura, Austrália, Noruega e Argentina, anunciaram na quinta-feira ‌o pacto, acordado entre si, para não impor taxas sobre transmissões eletrônicas por um período não especificado.

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O texto ⁠final confirma que o acordo entrará em vigor em 8 de maio, ao mesmo tempo em que expressou desapontamento com a expiração da moratória multilateral.

"No entanto, este grupo de membros continua comprometido em fazer o possível para oferecer às empresas e aos consumidores uma medida de previsibilidade e certeza na ausência da moratória multilateral do comércio eletrônico", diz o documento, datado de 7 de maio.

O documento convidava outros membros a aderir ao acordo.

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