Dinamarca diz que Otan compartilha responsabilidade pela segurança do Ártico em acordo sobre Groenlândia

21 set 2026 - 08h51
(atualizado às 09h46)
Resumo
Dinamarca, Groenlândia e Estados Unidos assinam nesta terça-feira, na ONU, um acordo que coloca a segurança do Ártico sob a supervisão da Otan, dividindo a responsabilidade antes restrita a Washington e Copenhague. O pacto surge após meses de pressões de Donald Trump pelo controle da ilha, o que gerou atritos diplomáticos. Segundo o governo dinamarquês, a medida busca amenizar as tensões e contemplar interesses estratégicos americanos, assegurando o respeito à soberania da Groenlândia.

Dinamarca, Groenlândia e Estados Unidos vão assinar na terça-feira um acordo sobre a segurança da Groenlândia — acordo que, segundo a Dinamarca, colocará a segurança do Ártico sob a supervisão da Organização do Tratado do ⁠Atlântico Norte (Otan), em vez de deixá-la exclusivamente a cargo de ‌Washington e Copenhague.

O acordo, que deve ser assinado na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas em ‌Nova York na terça-feira, ainda ‌não foi divulgado, embora o presidente Donald Trump ⁠tenha afirmado que ele concede aos EUA "controle permanente". Dinamarca e Groenlândia não se pronunciaram sobre a afirmação de Trump, mas disseram que o acordo beneficiará a ilha ártica e respeitará sua soberania.

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O acordo surge após ‌meses de pressão por parte de Trump, que tem ‌dito que os ⁠Estados Unidos ⁠deveriam controlar a Groenlândia e, em algumas ocasiões, se recusou a ⁠descartar o uso de ‌força militar ou ‌econômica para adquirir o território dinamarquês semiautônomo. Suas ameaças, que atingiram o auge em janeiro, desencadearam uma crise diplomática dentro da Otan e levaram a ⁠Dinamarca e a Groenlândia a negociar com Washington com o objetivo de amenizar a pressão.

"Ele (o acordo) terá uma forma em que a responsabilidade pela segurança no Ártico não será ‌apenas dinamarquesa ou americana", disse o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, à emissora nacional ⁠TV2 no domingo. Ele acrescentou que, em grande medida, "seria a Otan que cuidaria do Ártico".

Um porta-voz da Otan afirmou no sábado que a aliança saudava o acordo, que "ajudará a promover a segurança, a estabilidade e a cooperação nessa região vital".

Rasmussen, que viajou para Nova York durante a madrugada, recusou-se a discutir o conteúdo do acordo.

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"Mas já dissemos desde o início que estamos abertos a atender aos interesses legítimos de segurança dos Estados Unidos", declarou Rasmussen à agência de notícias dinamarquesa Ritzau na segunda-feira.

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