Após banir veículos de imprensa, governo dos EUA lança 'Trump TV'

Canal no YouTube vai transmitir 'momentos marcantes' do presidente norte-americano

22 set 2026 - 08h52
(atualizado às 09h36)
Resumo
O governo dos EUA lançou a "Trump TV", canal no YouTube com transmissões contínuas sobre Donald Trump, após revogar credenciais de imprensa de CNN, MSNBC e Politico. Em resposta, os veículos acionaram a Justiça alegando violação à liberdade de imprensa, enquanto outras emissoras suspenderam a cobertura oficial em protesto. Trump negou ataque à imprensa, afirmando que a medida visa combater as "fake news", as quais classificou como ameaça à segurança nacional.

O governo dos Estados Unidos lançou, na noite da última segunda-feira (21), a "Trump TV", canal no YouTube que transmitirá 24 horas por dia conteúdos relacionados às atividades do presidente Donald Trump.

A iniciativa surge após o republicano revogar as credenciais de imprensa de jornalistas da CNN, MSNBC e Politico, restringindo o acesso dos veículos à cobertura oficial da Casa Branca.

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A plataforma promete apresentar "os melhores vídeos, discursos importantes e destaques imperdíveis, transmitidos 24 horas por dia e atualizados em tempo real".

"A Trump TV já está no ar via streaming. Com transmissão 24 horas por dia, 7 dias por semana, e atualizações em tempo real, ela reúne em um só lugar os melhores momentos do passado, anúncios e tudo de mais importante e recente da administração", diz a publicação divulgada no X.

O anúncio é acompanhado por um vídeo produzido a partir de recortes de séries e filmes de TV, como "Breaking Bad", "Bob Esponja", "Os Simpsons", "Friends" "Seinfeld" e "Esqueceram de Mim". Após o lançamento, o canal retransmitiu a cerimônia de posse do segundo mandato de Trump, realizada em 20 de janeiro de 2025.

Na segunda-feira (21), CNN, MSNBC e Politico ingressaram conjuntamente na Justiça para tentar preservar o acesso de seus jornalistas às dependências da Casa Branca, em resposta à decisão do governo de revogar suas credenciais.

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Os veículos argumentam que a medida viola direitos garantidos pela Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que protege a liberdade de imprensa.

Em meio à disputa, o grupo de emissoras que se reveza na cobertura de Trump ? CNN, NBC, ABC, CBS e Fox ? também decidiu deixar de acompanhar eventos do presidente após as restrições impostas aos veículos.

Trump, por sua vez, afirma que a Casa Branca não está promovendo uma ofensiva contra a imprensa, mas combatendo as "fake news", que, segundo ele, "se espalharam como um câncer" e representam uma "ameaça à segurança nacional" dos Estados Unidos. 

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