Crise atual de petróleo e gás é pior do que as de 1973, 1979 e 2022 juntas, diz chefe da IEA

7 abr 2026 - 08h21

A ‌crise atual de petróleo e gás desencadeada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz é "mais grave do que as de 1973, 1979 e ⁠2022 juntas", disse Fatih Birol, ‌chefe da Agência Internacional de Energia (IEA), ao jornal Le Figaro.

"O ‌mundo nunca experimentou ‌uma interrupção no fornecimento de ⁠energia de tal magnitude", disse ele em uma entrevista ao jornal francês publicada em sua edição de terça-feira.

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Birol disse que os ‌países europeus, assim como Japão, ‌Austrália e ⁠outros, irão ⁠sofrer com a crise, mas as nações ⁠em ‌maior risco são ‌as em desenvolvimento, que enfrentarão alta de preços do petróleo e gás, encarecimento dos alimentos ⁠e aceleração geral da inflação.

Os países-membros da IEA concordaram no mês passado em liberar parte de ‌suas reservas estratégicas de petróleo. Parte delas já havia sido liberada e ⁠o processo continua, disse Birol.

Em reação aos ataques de Israel e dos EUA, o Irã bloqueou quase que totalmente o tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passam regularmente cerca de 20% do petróleo e do gás do mundo, criando um aumento nos preços da energia.

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