Chefe de esportes de TV estatal italiana renuncia após gafes nas Olimpíadas

Paolo Petrecca chegou a confundir o San Siro com o Estádio Olímpico de Roma

19 fev 2026 - 14h56
(atualizado às 15h04)

A emissora pública italiana RAI anunciou nesta quinta-feira (19) a renúncia de seu chefe do departamento de esportes, Paolo Petrecca, dias após uma série de gafes na transmissão da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão e Cortina d'Ampezzo, que gerou ameaças de greve por parte dos jornalistas.

Paolo Petrecca chegou a confundir o San Siro com o Estádio Olímpico de Roma
Paolo Petrecca chegou a confundir o San Siro com o Estádio Olímpico de Roma
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O profissional, nomeado diretor da divisão esportiva da emissora no ano passado, chamou atenção após confundir a atriz e cantora italiana Matilda De Angelis com a estrela americana Mariah Carey e Kirsty Coventry, chefe do Comitê Olímpico Internacional (COI), com Laura Mattarella, filha do presidente da Itália.

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Não satisfeito, o jornalista deu as boas-vindas aos telespectadores ao Estádio Olímpico de Roma, em vez do San Siro, em Milão, palco da festa de abertura das Olimpíadas de Inverno.

Durante o desfile no histórico estádio italiano, Petrecca disse que as atletas da Espanha são "sempre muito quentes" e descreveu que as chinesas "naturalmente estão com celulares nas mãos".

As gafes geraram críticas e protestos generalizados por parte dos jornalistas da RAI, que optaram por não incluir seus nomes nas matérias sobre os Jogos Olímpicos e planejavam uma greve de três dias após o término do evento.

Os supostos laços de Petrecca com o governo de Giorgia Meloni também alimentaram um amplo debate político. A oposição considerou a entrada do jornalista no comando da área esportiva da emissora como um claro exemplo de priorização da filiação política em detrimento do mérito.

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O deputado italiano Stefano Graziano, integrante do centro-esquerdista Partido Democrático e membro da comissão parlamentar de fiscalização da RAI, avaliou que a renúncia do jornalista "era necessária, mas chegou tarde demais". .

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