O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, elogiou a trégua de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irã e afirmou que o país europeu fará sua parte pela paz no Oriente Médio.
"A suspensão das hostilidades por duas semanas, em busca de um acordo desejável, é certamente um desenvolvimento muito positivo. Estamos sempre trabalhando por uma solução pacífica para este conflito", declarou o chanceler em uma transmissão ao vivo no TG5.
Tajani destacou que a pausa dos bombardeios na região "é uma notícia positiva e um alívio" para a economia italiana, pois "uma alta nos preços da energia teria sido um golpe severo". O político ainda afirmou que o preço do petróleo já está caindo para menos de US$ 100.
"Agora, esperamos que essas duas semanas se transformem em um período de acordos. É uma boa notícia que os americanos não estejam mais bombardeando civis e, portanto, uma solução negociada é a melhor possível, a qual apoiamos juntamente com todos os países da União Europeia, que estão dispostos a apoiar ações que possam ajudar a parar a guerra", afirmou Tajani, acrescentando que a situação no Líbano é "bastante complicada".
Em suas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou os "numerosos acordos, listas e cartas que estão sendo divulgados por pessoas que não têm absolutamente nada a ver com as negociações".
"Há apenas alguns pontos significativos que são aceitáveis para os Estados Unidos, e nós os discutiremos a portas fechadas. Esses são precisamente os pontos que formam a base do cessar-fogo. Esta é uma solução razoável que pode ser facilmente implementada", escreveu o republicano.
Já o Wall Street Journal, citando fontes, indicou que os iranianos alertaram que a participação do país nas negociações da próxima sexta-feira, em Islamabad, no Paquistão, dependerá de um cessar-fogo no Líbano. O periódico ainda mencionou que Teerã poderá rever a abertura do Estreito de Ormuz. .