Catar critica sanções 'unilaterais' dos EUA contra Irã

'Apoiamos os esforços de mediação', disse ministério

25 ago 2026 - 11h02
(atualizado às 11h58)
Resumo
O Catar criticou o novo plano de sanções dos EUA contra o Irã, a "Operação Pária Econômico", que busca isolar Teerã com sanções secundárias a parceiros comerciais em setores como ouro, tecnologia e aviação, além de barrá-los do sistema do dólar. Mediador e aliado de Washington, o governo catariano classificou as medidas como unilaterais e defendeu soluções diplomáticas para a crise, além de reiterar a importância da liberdade de navegação no Estreito de Hormuz.

O governo do Catar criticou nesta terça-feira (25) o plano apresentado pelos Estados Unidos para sufocar a economia do Irã, que prevê sanções secundárias contra países que fizerem negócios com a República Islâmica.

Bazar no norte de Teerã, capital do Irã
Bazar no norte de Teerã, capital do Irã
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"As sanções americanas contra o Irã são unilaterais, e apoiamos os esforços de mediação voltados a resolver a crise", declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Doha, Majed al-Ansari, citado pela emissora Al Jazeera.

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"A situação no Estreito de Hormuz deveria voltar àquela anterior à crise, e ressaltamos a necessidade de liberdade de navegação", acrescentou o representante.

O Catar é um dos mediadores nas negociações entre EUA e Irã e também um dos principais aliados de Washington no Oriente Médio.

Na última segunda-feira (24), o secretário americano do Tesouro, Scott Bessent, apresentou a "Operação Pária Econômico", que tem o objetivo de "cortar todos os fluxos" financeiros "que sustentam o regime" iraniano.

A iniciativa prevê a exclusão do sistema do dólar para países acusados de "lavar dinheiro" de Teerã, porém ainda não há detalhes sobre como o plano vai funcionar na prática. "Para aqueles que ajudam o Irã: não testem nossa determinação. O presidente já está entrando em contato com líderes mundiais, exigindo que cessem suas interações com o Irã", disse Bessent, sem citar nenhuma nação nominalmente.

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O Departamento do Tesouro dos EUA também ampliou o alcance das sanções secundárias a países que fazem negócios com a República Islâmica, que antes englobavam sobretudo o mercado de petróleo e agora vão incluir também ativos digitais, tecnologia, ouro, aviação e transportes marítimos.

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