Câmara dos Deputados do Paraguai rejeita renúncia e Peña e mantém pedido de impeachment contra o presidente

Líder paraguaio havia publicado carta renunciando ao cargo em meio a crise bancária no país; decisão final será do Senado

5 nov 2026 - 15h47
(atualizado às 15h48)
Santiago Peña, presidente do Paraguai
Santiago Peña, presidente do Paraguai
Foto: Reprodução/Instagram/santipenapy

Câmara dos Deputados do Paraguai rejeitou de forma unânime o pedido de renúncia do presidente Santiago Peña em meio a crise bancária vivida pelo país. O chefe de estado havia publicado uma carta em que abria mão do cargo presidencial. O objetivo é dar continuidade ao processo de impeachment contra o mandatário. 

A decisão da Câmara de negar a renúncia ainda precisa ser aprovada pelo Senado. Mais cedo, os deputados já haviam recusado o pedido de renúncia do vice-presidente Pedro Alliana. Isso significa que, se os senadores aceitarem a carta de renúncia de Peña, Alliana deve ser decretado presidente do Paraguai, segundo informações do jornal paraguaio La Nación.

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Peña e Alliana são do mesmo partido, a Associação Nacional Republicana, conhecido como Partido Colorado, um dos mais tradicionais do país. A bancada de aliados do presidente e do vice mudou de rota após o escândalo e são favoráveis à abertura do processo de impeachment.

Entenda a crise bancária no Paraguai 

A situação se dá em meio à dissolução do maior banco digital do Parguai, o Ueno Bank, o que acarretou uma crise bancária no País. 

O Banco Central do Paraguai interveio no Ueno após determinar que o banco havia violado os requisitos mínimos de solvência, desencadeando uma crise que deixou os cerca de 3 milhões de clientes do banco, em um país com 6,5 milhões de habitantes, sem acesso às suas contas.

A crise provocou protestos em Assunção e a detenção de oito executivos e empresários ligados ao banco.

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Fonte: Portal Terra
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