Ataques do Hezbollah contra Israel provocam retaliação e arrastam Líbano para conflito

Bombardeios israelenses no Líbano mataram dezenas de pessoas nesta segunda-feira (2). O ataque ocorreu em retaliação a uma ofensiva do Hezbollah contra Israel, realizada em solidariedade ao Irã, arrastando o Líbano para o conflito regional.

2 mar 2026 - 05h12

Henry Galsky, correspondente da RFI em Israel

Pela primeira vez desde o início da guerra, o Hezbollah lançou foguetes contra Israel. O sistema de defesa israelense utilizou com sucesso uma nova tecnologia a laser para interceptar os projéteis. O envolvimento da milícia xiita libanesa torna a situação regional ainda mais complexa.

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O grupo armado pró-Irã havia prometido "confrontar" a agressão israelense-americana, após o assassinato do aiatolá Ali Khamenei. A milícia cumpriu a ameaça ao afirmar, na segunda-feira, ter lançado mísseis e drones em direção à região de Haifa, no norte de Israel, pela primeira vez neste conflito, em uma ação que classificou como tentativa de "vingar" o líder iraniano.

"O Hezbollah vai pagar um preço alto", declarou o chefe do Estado-maior do Exército israelense, Eyal Zamir.

Em resposta, forças israelenses bombardearam diversos pontos do sul do Líbano e também o bairro de Dahieh, em Beirute, considerado reduto do Hezbollah na capital.

Segundo o Ministério da Saúde libanês, 31 pessoas morreram e 149 ficaram feridas no balanço inicial dos ataques realizados nos subúrbios da capital e no sul do país.

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Morte de membros do Hezbollah

Veículos da imprensa árabe confirmaram que os bombardeios israelenses mataram vários membros de alto escalão do Hezbollah, entre eles Haad Mohammed Raad, líder do bloco parlamentar do grupo e o número dois na hierarquia, subordinado apenas ao secretário-geral Naim Qassem.

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, condenou a ação da milícia xiita ao afirmar que os disparos de foguetes contra Israel "colocam em risco a segurança" do país e oferecem aos israelenses o "pretexto" para continuar atacando o território libanês.

Ao longo da madrugada, o Irã manteve o lançamento de mísseis balísticos contra Israel, acionando sirenes em todo o país. Pela primeira vez nesta guerra, o Irã mirou Jerusalém, deixando cinco feridos.

No total, segundo a Estrela de David Vermelha, 12 pessoas morreram em Israel, a maioria em um ataque contra uma sinagoga que também funcionava como abrigo público em Beit Shemesh, cidade localizada a 20 quilômetros a oeste de Jerusalém.

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No Irã, de acordo com a Sociedade do Crescente Vermelho, o número de mortos ultrapassa 200, e há cerca de 750 feridos.

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