Após cerca de 50 mortes, Israel e Líbano aceitam cessar-fogo

Líbano viveu uma das madrugadas mais sangrentas das últimas semanas

19 jun 2026 - 11h16
(atualizado às 11h31)

Israel e o grupo xiita Hezbollah concordaram com um cessar-fogo no Líbano, após uma nova onda de ataques que ameaçava o sucesso do recente acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio.

Idosa vasculha escombros em Qlaileh, no sul do Líbano, após bombardeio israelense em 19/6
Idosa vasculha escombros em Qlaileh, no sul do Líbano, após bombardeio israelense em 19/6
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Segundo um funcionário de alto escalão dos EUA citado pela agência de notícias Reuters, Israel e Hezbollah aceitaram nesta sexta-feira (19) uma proposta negociada com mediadores americanos e do Catar, com o auxílio do Irã, principal financiador do grupo xiita libanês.

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"Pelo que sabemos, após a troca de fogo ocorrida hoje, Israel e Hezbollah estão agora em um cessar-fogo", disse a fonte.

Durante a última madrugada, as Forças de Defesa Israelenses (IDF) lançaram ataques aéreos contra diversos alvos atribuídos ao Hezbollah no sul do Líbano e deixaram pelo menos 47 pessoas mortas e quase 100 feridas, de acordo com boletim mais recente do Ministério da Saúde do país árabe.

Segundo a agência de notícias libanesa NNA, cidades como Sharqieh, Harouf e Kfarsir, no distrito de Nabatieh, viveram uma das "madrugadas mais difíceis da recente agressão".

De acordo com as IDF, os bombardeios foram realizados após combatentes do Hezbollah lançarem um explosivo contra um tanque israelense perto do vilarejo de Kfar Tebnit, deixando quatro mortos.

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"Israel não vai tolerar ataques contra nossos soldados", afirmou o premiê Benjamin Netanyahu, acrescentando que o Exército vai ocupar o sul do Líbano "enquanto for necessário" para proteger as comunidades das áreas de fronteira.

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, disse no X que "para cada lágrima de uma mãe israelense, mil mães libanesas devem chorar". "Todo o Líbano deve queimar", acrescentou. Já o ministro das Finanças do país judeu, Bezalel Smotrich, defendeu que é hora de "abrir as portas do inferno".

O Hezbollah, por sua vez, acusou Israel de nunca ter respeitado acordos de cessar-fogo, enquanto o governo do Irã afirmou que os ataques das IDF violaram o memorando de entendimento assinado com os Estados Unidos, que prevê o fim do conflito no Oriente Médio em todas as frentes.

Delegações de Washington e Teerã deveriam se reunir nesta sexta, na Suíça, para iniciar as negociações para um acordo definitivo, porém as conversas foram adiadas indefinidamente por conta dos combates no Líbano.

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