"Eu estava a uma hora de atacar o Irã", declarou o líder republicano, explicando que cancelou, no último momento, novos bombardeios que, segundo ele, deveriam ocorrer nesta terça. Trump nunca havia mencionado o suposto plano, antes de revelá-lo na plataforma Truth Social, explicando ter desistido de uma nova ofensiva a pedido dos líderes do Catar, da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos.
No entanto, segundo o presidente americano, a possibilidade de um novo ataque em breve ainda é considerada e pode ocorrer "talvez até início da próxima semana".
"Quer seja popular ou impopular, eu tenho que fazer isso, porque não vou deixar o mundo explodir sob minha responsabilidade", disse Trump. "Isso não vai acontecer."
A aprovação de Trump caiu cerca de quatro pontos desde o início da guerra. Atualmente, apenas 36% dos americanos aprovam seu desempenho, segundo um balanço recente do canal americano CNN.
Mas o presidente americano afirma ter outras preocupações, como impedir que Teerã desenvolva armas nucleares "que poderiam destruir Los Angeles". Por isso, Trump considera novos ataques na sexta, no sábado ou no domingo: "Ainda não decidi".
Acordo de paz em suspenso
Na véspera, o Irã respondeu à última proposta de acordo dos Estados Unidos, reiterando algumas exigências e pedindo uma reparação financeira devido a uma guerra que classifica de "ilegal e sem fundamento".
Mas, para Trump, a resposta é sinal de desespero da parte do Irã. Segundo ele, os dirigentes iranianos "estão implorando para chegar a um acordo".
Já o Catar não acredita que um compromisso será anunciado nos próximos dias. "Apoiamos os esforços diplomáticos conduzidos pelo Paquistão (…) para aproximar as partes e encontrar uma solução, e acreditamos que eles precisam de mais tempo", declarou o porta‑voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, durante uma coletiva de imprensa em Doha. "Queremos proteger as populações da região, que seriam as principais prejudicadas" em caso de escalada, acrescentou.
Projeto de US$ 400 milhões
O líder republicano mostrou, nesta terça-feira, as obras do novo salão de festa da Casa Branca, um projeto de US$ 400 milhões, que está sendo erguido em meio a uma enxurrada críticas diante da disparada do custo de vida do país, vista como um reflexo direto da guerra contra o Irã. "Este é um presente para os Estados Unidos", disse Trump. "Todo esse dinheiro é meu e de doadores. É isento de impostos."
Os democratas se opuseram a uma proposta de destinar US$ 1 bilhão proveniente dos contribuintes ao serviço de segurança do salão. Os adversários recorrem ao tema para atacar os republicanos antes das eleições de meio de mandato em novembro, cruciais para o controle do Congresso.
Nesta terça-feira, Trump detalhou aspectos de segurança do projeto. Disse que haverá seis níveis subterrâneos para instalações militares, centros de pesquisa e um hospital.
"O salão de festa se torna um escudo que vai proteger totalmente o que está acontecendo lá embaixo", disse o presidente de 79 anos. Ele acrescentou que drones "rebateriam" no telhado do salão, que, segundo ele, será um bom local para atiradores de elite.
RFI com agências