Um terremoto de magnitude 7,2 (6,7 segundo o USGS) atingiu a região de Ayacucho, no Peru, a 108 km de profundidade. Segundo o Instituto Geofísico do Peru (IGP), a grande profundidade fez o tremor ser sentido em várias áreas do país, mas reduz a probabilidade de danos graves. O órgão alertou contra notícias falsas sobre previsões de abalos. O evento ocorre um mês após um tremor com mortes em Junín e dias depois de um forte sismo na Colômbia.
Segundo o IGP, o abalo sísmico ocorreu às 13h pelo horário local (15h em Brasília), a uma profundidade de 108 quilômetros, e atingiu intensidade máxima de III-IV em Coracora. O instituto lembrou à população que é o único órgão do Estado peruano responsável pela divulgação de informações sísmicas oficiais por meio de sua rede de estações. Pouco depois, o serviço geológico dos EUA (USGS na sigla em inglês) anunciou que o tremor teve magnitude 6,7.
O diretor do IGP, Hernando Tavera, explicou que a grande profundidade do terremoto permitiu que o tremor fosse percebido em diferentes regiões do país. Embora sua magnitude implique a possibilidade de deslizamentos em estradas, o especialista ressaltou que a profundidade do evento reduz a probabilidade de danos significativos.
O IGP também pediu aos cidadãos que não deem atenção a notícias falsas, reiterando que os terremotos não podem ser previstos por nenhum método científico atualmente existente, segundo o jornal El Comercio.
O tremor também ocorre cerca de um mês após outro abalo que atingiu o Peru. Em 18 de julho, um terremoto na região andina de Junín deixou mortos, feridos e centenas de desalojados, além de provocar danos em moradias e na infraestrutura local. Na ocasião, autoridades atribuíram a gravidade dos impactos à menor profundidade em comparação com outros eventos sísmicos registrados no país.
O abalo desta quinta-feira também acontece poucos dias após os fortes tremores registrados na Colômbia, que em 10 de agosto atingiram magnitude 7,4 e provocaram mortes e danos materiais em diversas regiões do país. Este foi considerado o mais forte na Colômbia em mais de uma década e foi sentido em grande parte do território nacional.
(Com agências)