Nicolás Maduro foi capturado em Caracas e será levado aos EUA para responder a acusações de liderar o Cartel de los Soles, um suposto grupo envolvido em narcotráfico e corrupção, cuja existência é contestada por alguns especialistas e venezuelanos.
Após ser capturado em Caracas, capital da Venezuela, Nicolás Maduro foi levado aos Estados Unidos para responder às acusações de narcotráfico e terrorismo. De acordo com os norte-americanos, o presidente venezuelano é líder de um grupo chamado Cartel de los Soles.
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Entre as atividades da organização, estariam o tráfico de drogas para países do Caribe e América do Norte, contrabando de gasolina e mineração ilegal. Segundo o Insight Crime, a estrutura do grupo teria principalmente membros do setor militar em sua formação, além de forças policiais, o poder executivo e funcionários públicos.
Os venezuelanos, porém, negam a existência do Cartel de los Soles. Alguns especialistas seguem a tese do país e não acreditam na organização como um grupo com hierarquia definida.
"Não existe tal coisa, então Maduro dificilmente pode ser o chefe disso", disse Phil Gunson, do International Crisis Group, em 2025.
Em agosto do ano passado, o presidente colombiano, Gustavo Petro, apontou o uso do nome como pretexto norte-americano para facilitar ações na região da América do Sul.
“É uma desculpa fictícia usada pela extrema-direita para derrubar governos que não a obedecem”, escreveu no X - antigo Twitter.
Também tem quem diga que o Cartel de los Soles não é uma organização criminosa com hierarquia definida, mas, sim, uma rede de militares que facilitam o trabalho do tráfico de drogas por meio de corrupção.
Entre acusações e negações, o nome começou a se popularizar na década de 1990. Quando os generais da Guarda Nacional Ramón Guillén Dávila e Orlando Hernández Villegas estavam sendo investigados por tráfico de drogas, ambos usavam uma insígnia com símbolo de sol para designar suas patentes.