Alex Saab, aliado de Maduro, se declara culpado em processo de corrupção nos EUA

15 set 2026 - 16h04
Resumo
Alex Saab, ex-ministro e aliado de Nicolás Maduro, declarou-se culpado nos EUA por conspiração para lavagem de dinheiro, admitindo desviar verbas de assistência social na Venezuela. Saab devolverá US$ 195 milhões e cooperará com a Justiça americana. A confissão ocorre enquanto promotores preparam o julgamento de Maduro, previsto para 2027 por tráfico de drogas, após sua captura por forças dos EUA, em meio à transição sob a presidente interina Delcy Rodríguez, que extraditou o empresário.

Um ‌empresário nascido na Colômbia, com laços estreitos com o presidente venezuelano deposto Nicolás Maduro, se declarou culpado nesta terça-feira em um processo de corrupção nos Estados Unidos, enquanto promotores federais se preparam, em um processo separado, para levar Maduro a julgamento no próximo ⁠ano.

Alex Saab se declarou culpado de uma acusação de conspiração ‌para lavagem de dinheiro em uma audiência perante a juíza federal Kathleen Williams, em Miami, segundo registros do tribunal.

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Ele também concordou ‌em abrir mão de US$195 milhões ‌e cooperar com o Departamento de Justiça dos EUA. ⁠Os autos do processo não revelaram a natureza das investigações nas quais Saab poderia oferecer ajuda.

Os advogados de Saab não responderam imediatamente a um pedido de comentário.

Os promotores afirmaram que Saab roubou milhões de dólares de um programa de assistência social destinado a ‌ajudar a alimentar venezuelanos carentes e transferiu parte dos recursos para ‌contas bancárias nos ⁠EUA.

Ele havia se ⁠declarado inocente em julho, dois meses após ser extraditado como parte da ⁠tentativa da presidente interina da ‌Venezuela, Delcy Rodríguez, de ‌se desvincular de partes do governo de seu antecessor. 

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Saab atuou no governo de Maduro como ministro da Indústria da Venezuela, antes de ser destituído por Rodríguez em janeiro, logo após a ⁠captura de Maduro pelas Forças Especiais dos EUA em Caracas. O novo governo da Venezuela deteve Saab no mês seguinte.

O processo criminal nos EUA é o segundo contra Saab.

Em 2020, ele foi detido em Cabo Verde ‌e extraditado no ano seguinte para responder a acusações de lavagem de dinheiro por supostamente ter desviado US$350 milhões da Venezuela ⁠em conexão com um esquema de suborno.

O então presidente dos EUA, Joe Biden, concedeu clemência a Saab em dezembro de 2023, como parte de uma troca de prisioneiros.

Maduro está detido sem fiança em uma prisão do Brooklyn, após se declarar inocente das acusações de tráfico de drogas.

Ele alega imunidade contra processos nos EUA por ter liderado um país soberano. Especialistas jurídicos consideram essa uma batalha difícil, em parte porque Washington não reconhece Maduro como presidente da Venezuela desde 2019. O julgamento de Maduro está marcado para 1º de junho de 2027.

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