Alemanha é mais próxima dos EUA do que da China apesar das recentes tensões, diz ministro

2 fev 2026 - 10h11

A Alemanha "não está equidistante" dos Estados Unidos e da China e sempre estará mais próxima de Washington, apesar das recentes tensões, afirmou o ministro das ‌Relações Exteriores alemão, Johann Wadephul, em Cingapura, na segunda-feira.

Em uma palestra organizada pelo Instituto ‌Internacional de Estudos Estratégicos, Wadephul disse que os Estados Unidos continuam sendo o parceiro mais importante para a Europa e a Alemanha e que a Europa continua dependente deles para sua segurança, apesar das questões que atualmente estão "alienando" Washington da ‍região.

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Autoridades do governo Trump têm criticado os países europeus por não cumprirem as metas de gastos da Otan e por serem muito dependentes dos Estados Unidos para sua própria defesa.

"Correr de braços abertos para o presidente ‌Xi e dizer que todos os nossos problemas desapareceram ‌neste exato momento e que estamos apenas caminhando para nos tornarmos seu grande parceiro seria a resposta errada", disse ele, referindo-se ao presidente chinês Xi Jinping.

Nações ocidentais, como o Canadá e o Reino Unido, têm fechado acordos comerciais com a China, desafiando as críticas dos EUA.

A insistência de Trump de que Washington deve assumir o controle da Groenlândia abalou as relações transatlânticas e acelerou os esforços europeus para reduzir sua dependência dos Estados Unidos, mesmo depois que Trump retirou na semana passada sua ameaça de impor tarifas adicionais e descartou tomar a Groenlândia à força.

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Mas Wadephul afirmou que a resposta unida da Europa às reivindicações dos EUA sobre a Groenlândia mostra que ela pode ser bem-sucedida na defesa de seus interesses, desde que defina claramente seus limites.

Wadephul também disse que a rede de acordos de livre comércio da União Europeia é ‌um "importante alicerce para o livre comércio baseado em regras em tempos de aumento do protecionismo e da fragmentação".

A União Europeia está trabalhando para "concluir rapidamente" mais acordos de livre comércio na região Ásia-Pacífico, incluindo com Malásia, Tailândia, Filipinas e Austrália, segundo ele.

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