O governo alemão aprovou nesta quarta-feira um projeto de lei que permitiria a convocação obrigatória de reservistas para treinamento, como parte dos planos para reforçar as tropas e aumentar sua capacidade de defesa diante de uma Rússia cada vez mais agressiva.
A Alemanha pretende dobrar seu contingente de reservistas até meados da próxima década, para pelo menos 200 mil membros, além da meta de pelo menos 260 mil soldados na ativa.
O ministro da Defesa, Boris Pistorius, tem alertado repetidamente que a Alemanha deve estar "pronta para a guerra" e melhorar sua capacidade de mobilizar forças rapidamente no caso de um grande conflito europeu.
Um ponto-chave é a revogação da exigência de que tanto o reservista quanto o empregador concordem com a convocação para treinamento. Em contrapartida, as Forças Armadas planejam aumentar a atratividade do serviço de reserva e conceder aos empregadores um prazo de aviso prévio mais longo.
O projeto de lei visa garantir que os reservistas permaneçam treinados e rapidamente disponíveis caso a Otan exija que a Alemanha mobilize forças com rapidez. O Ministério da Defesa argumenta que a dependência da participação voluntária não é mais suficiente, dada a situação de segurança na Europa.
O Parlamento deve analisar o projeto após o recesso de verão, e o ministério espera que a lei entre em vigor no início do próximo ano.
A associação alemã de reservistas avaliou positivamente o projeto de lei após sua divulgação em maio.
No entanto, a associação empresarial alemã DIHK afirmou que as empresas deveriam receber um aviso prévio de pelo menos três meses, em vez das oito semanas previstas.