Acordo com os EUA teve como base proposta do Irã e Estreito de Ormuz será reaberto, confirma ministro iraniano

Nota foi divulgada após Trump anunciar ter adiado o ‘ultimato’ contra o Irã, que estava previsto para a noite desta terça-feira, 7

7 abr 2026 - 22h23
(atualizado às 23h29)
Guerra entre os Estados Unidos e o Irã teve início no dia 28 de fevereiro, após ataque norte-americano
Guerra entre os Estados Unidos e o Irã teve início no dia 28 de fevereiro, após ataque norte-americano
Foto: Reprodução/X @HKermanpour / Estadão

O Irã reivindica a proposta de acordo de paz com os Estados Unidos, é o que indica o ministro de Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, na noite desta terça-feira, 7, dia em que o governo Trump previa dar um “ultimato” no país. Em nome do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, por meio de nota, ele aponta que as negociações tiveram como base uma proposta de 10 pontos apresentada pelo Irã e confirma a reabertura do Estreito de Ormuz por duas semanas. 

“Se os ataques contra o Irã forem interrompidos, nossas Poderosas Forças Armadas cessarão suas operações defensivas. Por um período de duas semanas, a passagem segura pelo Estreito de Ormuz será possível por meio da coordenação com as Forças Armadas do Irã e com a devida consideração das limitações técnicas”, complementou no comunicado oficial.

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Donald Trump citou a medida como um "cessar-fogo de dois lados", e disse que a decisão foi tomada com base em conversas com o primeiro-ministro do Paquistão, Shebaz Sharif, e com o marechal de campo Asim Munir, os quais solicitaram a suspensão do envio de forças destrutivas ao Irã esta noite. 

"Desde que a República Islâmica do Irã concorde com a abertura completa, imediata e segura do Estreito de Ormuz, concordo em suspender os bombardeios e ataques ao Irã por um período de duas semanas. Este será um cessar-fogo de dois lados!", escreveu Trump em sua rede social, a TruthSocial.

Trump adia ultimato e suspende ataques contra o Irã por duas semanas: 'Cessar-fogo de dois lados'
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Trump alegou que a razão para que tal medida fosse tomada é que os Estados Unidos já cumpriram todos os objetivos militares e estariam avançados em um acordo definitivo sobre a paz a longo prazo com o Irã e com o Oriente Médio. 

"Recebemos uma proposta de 10 pontos do Irã e acreditamos que ela constitui uma base viável para a negociação. Quase todos os pontos de discórdia anteriores foram acordados entre os Estados Unidos e o Irã, mas um período de duas semanas permitirá que o acordo seja finalizado e consolidado. Em nome dos Estados Unidos da América, como presidente, e também representando os países do Oriente Médio, é uma honra ver este problema de longa data próximo de uma solução", completou.

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Mais cedo, o primeiro-ministro do Paquistão, ‌Shehbaz Sharif, havia pedido para que Trump prorrogasse o ultimato contra o Irã após o presidente norte-americano ameaçar o país de um "ultimato" e dizer que uma civilização inteira morreria se o Irã não aceitasse os acordos. O Paquistão tem intermediado propostas compartilhadas pelo Irã e pelos Estados Unidos. Para o Irã, as declarações de Trump constituíram incitação a crimes de guerra e potencialmente genocídio.

Desde o início do conflito no dia 28 de fevereiro, o Irã fechou o Estreito de Ormuz, o que paralisou cerca de 97% do tráfego comercial de combustíveis e elevou o preço da gasolina e do diesel em diversas partes do mundo, incluindo o Brasil. 

Em uma entrevista coletiva na segunda-feira, 6, Trump disse que poderia eliminar o Irã "em uma noite" caso o país não chegasse a um acordo antes do prazo estipulado por ele. O prazo que deu terminava às 20 horas em Washington (21h no horário de Brasília e 3h30 em Teerã) desta terça-feira, para que o Irã desse fim ao ⁠bloqueio de petróleo do Golfo ou os EUA destruiriam todas ⁠as pontes e ‌usinas de energia do ‌Irã.

'Uma civilização inteira morrerá esta noite', diz Trump após ultimato ao Irã
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Fonte: Portal Terra
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