O MPRS realizou uma capacitação inédita em Porto Alegre para integrar a rede de proteção infantojuvenil no combate à radicalização e à violência extrema, com foco nos crimes virtuais. O encontro reuniu áreas como saúde, educação e conselhos tutelares, destacando a atuação da PROEVE e do Projeto Sinais. A iniciativa visa qualificar profissionais para identificar precocemente indícios de extremismo violento e vulnerabilidades no ambiente digital, fortalecendo a segurança de crianças e jovens.
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) promoveu, nesta sexta-feira (11), uma capacitação estratégica voltada à prevenção da radicalização e ao fortalecimento da rede de proteção a crianças e adolescentes em Porto Alegre. O evento, realizado na sede da instituição na Capital, reuniu representantes de diversas áreas essenciais, incluindo conselhos tutelares, assistência social, educação, saúde e serviços de acolhimento.
A abertura oficial foi conduzida pelo procurador-geral de Justiça, Alexandre Saltz, que enfatizou a relevância de priorizar as políticas para a infância e a juventude. Durante o discurso, Saltz ressaltou a criação da pioneira Promotoria de Enfrentamento à Violência Extrema e ECA Digital (PROEVE), estruturada para lidar com crimes virtuais, e reforçou que o investimento na proteção infantojuvenil é indispensável para o planejamento do futuro do país.
Organizado pelas promotoras de Justiça Carla Souto e Lessandra Bergamaschi, do setor da Infância e Juventude de Porto Alegre, o evento marcou a primeira reunião temática de grande escala integrando todos os serviços da Capital. A iniciativa busca transpor as barreiras setoriais, permitindo uma articulação coesa e contínua no reconhecimento precoce de riscos e vulnerabilidades que afetam o público jovem.
A condução técnica da capacitação ficou a cargo dos coordenadores da PROEVE, os promotores Leonardo Rossi e Rodrigo Mendonça, acompanhados por Manuela Paradeda Montanari, integrante do Núcleo de Prevenção à Violência Extrema (NUPVE). O grupo abordou dinâmicas ligadas ao Projeto Sinais, criado em 2024 para qualificar profissionais a identificarem sinais de alerta de extremismo violento, especialmente no ambiente digital.
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