O Tribunal do Júri de Porto Alegre condenou um homem a quase 24 anos de prisão em regime fechado por homicídio qualificado, destruição de cadáver e associação para o tráfico. O crime, ocorrido em dezembro de 2022 no Bairro Bom Jesus e motivado por disputas entre facções rivais, chocou pela violência: a vítima foi esquartejada e teve partes do corpo carbonizadas e espalhadas pela capital. Apesar da sentença, o Ministério Público do Rio Grande do Sul já recorreu para ampliar a pena do acusado.
Um julgamento realizado nesta quinta-feira, 10 de setembro, resultou na condenação de um réu a 23 anos, 10 meses e 10 dias de prisão em regime fechado. A decisão do Tribunal do Júri em Porto Alegre atendeu à denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), que apontou o envolvimento do acusado em um homicídio brutal cometido em decorrência da guerra entre facções criminosas na Capital.
Os crimes julgados incluem homicídio qualificado por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima, além de destruição de cadáver e associação para o tráfico ilícito de drogas. De acordo com a acusação sustentada pela promotora de Justiça Luciane Wingert, o assassinato ocorreu entre os dias 8 e 9 de dezembro de 2022, tendo como cenário o Bairro Bom Jesus, na Zona Leste da cidade.
O caso ganhou enorme repercussão devido à extrema violência empregada após a morte. O corpo da vítima foi esquartejado, sendo parte dos restos mortais carbonizada em um veículo na Vila Cai Cai. Dias depois, a cabeça e o coração foram localizados dentro de uma mochila abandonada na Rua Cruzeiro do Sul, no Bairro Santa Tereza, enquanto vídeos da execução foram disseminados para aterrorizar grupos rivais.
Apesar da pena severa imposta pelo Tribunal do Júri, a promotoria avalia que a resposta estatal pode ser ampliada. A promotora Luciane Wingert informou que já interpôs recurso judicial para buscar o aumento da pena aplicada ao condenado, reforçando o rigor do MPRS no combate à criminalidade organizada na região metropolitana.
MPRS.