A Operação Mallus Doctor 3, deflagrada pelo MPRS e pela Polícia Civil em Porto Alegre, desarticulou um esquema criminoso de fraudes eletrônicas contra idosos, lavagem de dinheiro e exercício ilegal da advocacia. A ação cumpriu mandados contra um advogado e familiares, apreendendo documentos e R$ 206 mil em espécie. O grupo fez mais de 170 vítimas, causando um prejuízo estimado em R$ 50 milhões. O material apreendido passará por perícia técnica para mapear a movimentação financeira ilícita da rede.
Uma força-tarefa composta pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) e pela Polícia Civil deflagrou nesta sexta-feira, 11 de setembro, a "Operação Mallus Doctor 3" em Porto Alegre. A ação teve como foco principal desarticular um esquema criminoso voltado a fraudes eletrônicas contra pessoas idosas, lavagem de dinheiro e exercício ilegal da profissão, revelando uma estrutura paralela de advocacia na Capital.
As diligências cumpriram três mandados de busca e apreensão direcionados a um advogado e a dois de seus familiares, com o acompanhamento oficial da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Coordenada pelo promotor de Justiça Mauro Rockenbach e pela delegada Tatiana Bastos, titular da 2ª Delegacia de Polícia, a operação resultou na apreensão imediata de R$ 206 mil em espécie, além de procurações assinadas em branco, documentos físicos e mídias eletrônicas.
De acordo com o inquérito, a magnitude financeira e social do caso é alarmante. A investigação aponta que mais de 170 pessoas foram vitimadas pelo grupo, acumulando um prejuízo financeiro estimado em R$ 50 milhões. O esquema operava de forma contínua, fazendo com que o Ministério Público já contabilizasse três denúncias formais oferecidas em etapas anteriores das apurações contra os envolvidos.
O material recolhido nas residências e locais de busca passará por perícia técnica a fim de aprofundar a responsabilidade dos investigados. As autoridades buscam mapear a totalidade da movimentação patrimonial ilícita, identificar eventuais novos beneficiários da rede criminosa e preservar provas cruciais para assegurar a condenação dos responsáveis pelos crimes apurados.
MPRS.