O vice-premiê da Itália, Antonio Tajani, negou qualquer crise com a Espanha após seu país suspender o Acordo de Schengen devido à entrada massiva de migrantes no enclave espanhol de Ceuta. Tajani defendeu a medida como essencial para a segurança das fronteiras europeias contra riscos migratórios. A suspensão gerou forte atrito com Madri, que acusou o governo de Giorgia Meloni de postura inadequada e adotou medidas de reciprocidade.
O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, garantiu neste sábado (12) que não existe nenhuma crise com a Espanha.
O chanceler, que participou de um evento por videoconferência, afirmou que o governo "simplesmente buscou defender as fronteiras europeias e italianas para garantir a segurança".
"Devemos lembrar que cerca de 100 mil pessoas invadiram a cidade espanhola de Ceuta, vindas do Marrocos. Após alguns dias, a grande maioria partiu, mas alguns milhares permaneceram em Ceuta. As preocupações levantadas por prefeitos, governadores e autoridades locais são muito claras. A situação continua alarmante", avaliou Tajani.
O ministro acrescentou que ainda existe o risco de que pessoas, especialmente menores de idade, "sejam levadas de Ceuta para o território continental da Espanha e, então, circulem livremente pela Europa".
"Temos o dever de proteger nossos cidadãos. Portanto, não há guerra com a Espanha nem confronto com os espanhóis, mas simplesmente uma escolha que foi compartilhada, aliás, por muitos cidadãos, inclusive espanhóis", reiterou.
Em razão da crise no território espanhol, quando cerca de 72 mil migrantes atravessaram a nado de Marrocos para Ceuta em apenas dois dias, a Itália suspendeu o Acordo de Schengen e irritou Madri. O governo espanhol acusou a gestão da premiê Giorgia Meloni de não reagir à altura da crise em Ceuta e adotou medidas de reciprocidade. .