Irã e Emirados Árabes apoiam declaração do Brics que pede moderação na guerra

12 set 2026 - 12h54
Resumo
Na cúpula do Brics, Irã e Emirados Árabes Unidos apoiaram uma declaração conjunta que pede moderação no Oriente Médio, proteção a civis e respeito à soberania dos Estados. O evento marcou uma aproximação diplomática entre os dois países rivais, com uma reunião inédita entre o presidente iraniano Masoud Pezeshkian e o príncipe herdeiro de Abu Dhabi para discutir a paz regional, em meio a recentes tensões militares mútuas e ataques envolvendo forças norte-americanas.

O Irã e os Emirados Árabes Unidos aderiram, neste sábado, a uma declaração conjunta do grupo de nações Brics que apela à moderação na guerra no Oriente Médio, em um gesto visto como um sinal de progresso diplomático entre os ⁠países divididos pelo conflito.

Presidente do Irã Masoud Pezeshkian, primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, presidente da Rússia, Vladimir Putin, e presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, em Nova Délhi
11 de setembro de 2026 Departamento de Informação à Imprensa da Índia/Divulgação via REUTERS
Presidente do Irã Masoud Pezeshkian, primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, presidente da Rússia, Vladimir Putin, e presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, em Nova Délhi 11 de setembro de 2026 Departamento de Informação à Imprensa da Índia/Divulgação via REUTERS
Foto: Reuters

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, também se ‌reuniu com o príncipe herdeiro de Abu Dhabi à margem do primeiro dia da cúpula do Brics em Nova Délhi, no ‌encontro de mais alto nível entre os ‌países desde o início do conflito.

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Os dois líderes discutiram questões ⁠regionais e internacionais, a redução da tensão, a estabilidade e os esforços para promover a paz e o desenvolvimento na região, informou a assessoria de imprensa de Abu Dhabi no X, sem mencionar qualquer resultado concreto das discussões.

A cúpula do Brics é um ‌teste à influência diplomática de um bloco criado em 2009 para desafiar ‌uma ordem mundial ⁠dominada pelos Estados ⁠Unidos e seus aliados ocidentais. Originalmente, era composto por Brasil, Rússia, Índia, China ⁠e África do Sul, tendo ‌se expandido para incluir ‌Egito, Etiópia e Indonésia, bem como o Irã e os Emirados Árabes Unidos.

Os organizadores da cúpula e diplomatas têm se concentrado em superar a divisão entre o Irã e os Emirados ⁠Árabes Unidos, mesmo com os Estados Unidos e o Irã retomando ataques recíprocos na guerra que já dura seis meses.

O Irã lançou ataques repetidos contra os Emirados Árabes Unidos durante o conflito, mais recentemente no final de ‌agosto, quando teve como alvo a Base Aérea de Al Minhad, que abrigava forças e helicópteros dos EUA.

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"Expressamos profunda preocupação com ⁠a contínua escalada das tensões no Oriente Médio/Ásia Ocidental... apelamos para que se exerça a máxima moderação, bem como para que se evitem ações que possam agravar ainda mais a situação", afirma a declaração conjunta do Brics.

A declaração apelou à proteção dos civis, instou ao respeito pela soberania e integridade territorial dos Estados e enfatizou a necessidade de proteger o comércio global, as cadeias de abastecimento, os fluxos de energia e a segurança marítima.

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