Câmara Municipal de Porto Alegre analisa projeto para tombar túmulo de artista transformista internacional

Proposta de autoria da vereadora Natasha Ferreira busca preservar no Cemitério São Miguel e Almas a memória de Jesús Pascual Casajus, o Darwin.

12 set 2026 - 13h16
Resumo
A Câmara Municipal de Porto Alegre analisa um projeto de lei da vereadora Natasha Ferreira (PT) para tombar o túmulo de Jesús Pascual Casajus, o Darwin. Reconhecido internacionalmente como artista transformista no início do século XX, o espanhol viveu como alfaiate na capital gaúcha até 1963, sendo sepultado sem identificação. A proposta visa preservar o jazigo no Cemitério São Miguel e Almas, instalar uma placa comemorativa e resgatar o legado histórico do artista para a memória LGBTI+ local.

O Poder Legislativo de Porto Alegre avalia um projeto de lei que pode alterar a preservação da memória cultural da capital gaúcha. A proposta, apresentada pela vereadora Natasha Ferreira (PT), visa o tombamento histórico e cultural do jazigo onde está sepultado Jesús Pascual Casajus, artista transformista internacionalmente conhecido pelo nome artístico de Darwin.

Foto: imagem meramente ilustrativa / Rodger Timm/PMPA / Porto Alegre 24 horas

Tramitando na Câmara Municipal, o texto determina que o espaço — localizado no Cemitério São Miguel e Almas — fique protegido contra intervenções, obras ou qualquer alteração que possa descaracterizar suas características originais. Além disso, o projeto autoriza a instalação de uma placa comemorativa para narrar a relevância histórica do artista para a cidade.

Publicidade

Nascido em Barcelona, na Espanha, em 1891, Darwin destacou-se no início do século XX por suas apresentações de transformação e imitação artística, alcançando repercussão internacional. Com o encerramento dos palcos, ele fixou residência em Porto Alegre, onde atuou como alfaiate no Centro Histórico até o seu falecimento, em 1963.

O sepultamento ocorreu sem nenhuma identificação que atestasse sua notoriedade ou seu legado para a cultura local e para a população LGBTI+. A iniciativa legislativa busca reparar essa invisibilidade histórica, estabelecendo o jazigo como um marco de preservação da memória coletiva porto-alegrense.

CMPA.

Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se