A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio das contas bancárias do senador Romário (PL-RJ) para o pagamento de uma dívida de pouco mais de R$ 33,2 mil com o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Marco Polo Del Nero. No entanto, ao consultar as contas vinculadas ao ex-jogador, o Judiciário não encontrou nenhum valor.
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O processo ao qual o Terra teve acesso trata-se de um cumprimento de sentença a respeito de outra ação de indenização por danos morais, movida por Del Nero em 2013, contra o campeão mundial da Seleção em 1994.
Na época, o craque era deputado federal e afirmou que o ex-presidente da CBF "deveria ser preso" e "merecia passar pelo menos cem anos na cadeia" durante um evento esportivo privado. Romário alegou que, no decorrer do processo, a fala se tratava apenas de uma crítica, sem intenção de ofendê-lo.
Além disso, o ex-atleta também afirmou que estava protegido pela imunidade parlamentar, já que falou na condição de presidente da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados. Apesar da alegação, a Justiça o condenou em primeira instância ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais pela fala, em 2014.
Romário recorreu, mas perdeu em todas as instâncias superiores. No caso, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) afastou a incidência da imunidade parlamentar, "pois o episódio ocorreu em evento privado, sem conotação de representante do Poder Legislativo Federal", condenando o craque ao pagamento da dívida em dezembro de 2022. A ação transitou em julgado em maio de 2023.
Já em fevereiro do ano seguinte, Del Nero entrou com a ação para que a sentença fosse cumprida. A dívida corrigida na época girava em torno de R$ 105 mil e, em maio de 2024, o senador pagou o montante de R$ 78.808,26, restando pouco mais de R$ 26,9 mil. Naquele ano, o craque foi intimado a pagar o valor restante.
O processo seguiu por todo o ano de 2025. O bloqueio das contas foi determinado pelo juiz Renan Jacó Mota, da 37ª Vara Cível de São Paulo, na quantia atualizada de R$ 33.207,90, via Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud), neste ano.
A varredura feita pela Sisbajud localizou nove contas em nome de Romário, mas nenhuma delas tinha saldo positivo.
O Terra não localizou a defesa do senador até o momento e pediu um posicionamento da assessoria do caso dele, que não retornou. O espaço segue aberto para manifestações.