Conor Kennedy, marido de Giulia Be e filho de secretário de Trump, é condenado à prisão na Rússia

Acusado de suposto mercenarismo ao lado das Forças Armadas da Ucrânia, Conor Kennedy foi incluído na lista internacional de procurados

13 ago 2026 - 11h35
(atualizado às 11h38)
Conor Kennedy foi condenado à prisão na Rússia
Conor Kennedy foi condenado à prisão na Rússia
Foto: Reprodução/Instagram

Conor Kennedy, de 31 anos, teve a prisão decretada à revelia pelo Tribunal Distrital de Basmanny, em Moscou. O americano é acusado de mercenarismo ao lado das Forças Armadas da Ucrânia e, após a decisão, foi incluído na lista internacional de procurados. Sobrinho-neto do ex-presidente dos Estados Unidos John Kennedy, Kennedy é marido da cantora brasileira Giulia Be. As informações são da agência de notícias russa Tass.

A defesa chegou a apresentar recurso contra a decisão, mas a instância responsável decidiu manter a determinação do tribunal distrital. No documento judicial, consta que "o pedido do órgão de investigação deve ser atendido". De acordo com a base de dados eletrônica do Tribunal Municipal de Moscou, a análise do recurso foi realizada em uma sessão fechada. Ao final, a decisão tomada em primeira instância foi considerada legal.

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A prisão à revelia ocorre quando a Justiça determina a detenção de uma pessoa sem que ela esteja presente no processo ou tenha sido localizada para acompanhar a decisão. No caso de Kennedy, a acusação se baseia na parte 3 do artigo 353 do Código Penal da Federação Russa, que prevê punição para a participação de mercenários em conflitos armados ou operações militares. Para esse crime, a legislação estabelece pena de sete a dez anos de prisão.

Mercenarismo é a participação de uma pessoa em um conflito armado na condição de mercenário, geralmente em troca de pagamento ou algum benefício pessoal, sem integrar oficialmente as Forças Armadas regulares de um país. No caso de Conor Kennedy, o termo se refere à acusação das autoridades russas de que ele teria participado dos combates na Ucrânia como mercenário. 

O Terra tenta localizar a defesa de Conor Kennedy.

Kennedy diz ter integrado força internacional na Ucrânia

Antes da decisão da Justiça russa, Conor Kennedy já havia contado nas redes sociais que esteve na Ucrânia e retornou do país em outubro de 2022. De acordo com o próprio relato, ele participou de confrontos na região de Kharkiv como integrante da Legião Internacional, que atua ao lado das Forças Armadas da Ucrânia, utilizando uma identidade não divulgada.

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Em uma publicação feita em 14 de outubro de 2022, Kennedy disse acreditar que sua passagem pelo conflito seria descoberta e, por isso, resolveu expor publicamente sua versão sobre o período. Na mesma mensagem, afirmou que esperava estimular outras pessoas a tomar uma atitude.

"Sei que esta história vai vir à tona, então quero dar minha versão primeiro, para tirar o melhor proveito disso e incentivar outras pessoas a agir. Como muitas pessoas, fiquei profundamente comovido com o que vi acontecer na Ucrânia no último ano. Eu queria ajudar. Quando soube da Legião Internacional da Ucrânia, soube que iria e, no dia seguinte, fui à embaixada para me alistar", relatou à época.

Kennedy afirmou que informou a uma pessoa o local onde estava e revelou seu nome verdadeiro a outra. Segundo o americano, a intenção era evitar que familiares e amigos ficassem preocupados, além de não receber qualquer tratamento diferenciado por causa de sua identidade.

"Contei a uma pessoa aqui onde eu estava e contei a uma pessoa lá meu nome verdadeiro. Não queria que minha família ou meus amigos se preocupassem e não queria ser tratado de maneira diferente lá. Quando cheguei, não tinha nenhuma experiência militar anterior e não era um bom atirador, mas conseguia carregar coisas pesadas e aprendia rápido. Também estava disposto a morrer lá. Então, logo concordaram em me enviar para a frente nordeste", contou.

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Embora tenha permanecido pouco tempo na Ucrânia, Kennedy afirmou ter vivido e testemunhado diversas situações durante a passagem pelo país. O americano contou ainda que se surpreendeu ao perceber que gostou mais da experiência como soldado do que imaginava, apesar de ter considerado o período assustador.

"Meu tempo na Ucrânia não foi longo, mas vi muita coisa e senti muita coisa. Gostei de ser soldado, mais do que esperava. É assustador. Mas a vida é simples, e as recompensas por encontrar coragem e fazer o bem são enormes. Meus amigos de lá sabem por que precisei voltar para casa. Sempre lhes serei grato pelo exemplo que deram. Sei que tive sorte de conseguir voltar, mas também assumiria novamente todos os riscos que corremos", afirmou.

Da família Kennedy ao casamento com Giulia Be: quem é Conor

Integrante de uma das famílias mais conhecidas da política americana, Conor Kennedy é sobrinho-neto do ex-presidente dos Estados Unidos John Kennedy e neto do ex-procurador-geral Robert Kennedy. Ele é filho de Robert F. Kennedy Jr., secretário de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos.

Formado em áreas como história, literatura, energia e meio ambiente, Kennedy atua como advogado e também se envolve com pautas ambientais. Apesar da projeção de sua família, mantém uma vida relativamente reservada e costuma ter pouca exposição nas redes sociais.

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A vida pessoal de Kennedy já esteve no centro da imprensa internacional. Em 2012, ele teve um relacionamento com a cantora Taylor Swift, e fãs da artista apontam o romance como uma possível inspiração para a música "Begin Again".

O americano também teve episódios envolvendo a polícia. Em 2013, foi detido durante um protesto por desobediência civil. Três anos depois, voltou a ser levado a uma delegacia após uma briga em um bar. Segundo a BBC, Kennedy teria intervindo para defender um amigo que era alvo de ataques homofóbicos.

Desde 2021, Kennedy se relaciona com a cantora, compositora e atriz brasileira Giulia Be. Os dois se conheceram pela internet, quando ela estava no Brasil gravando um filme e ele fazia uma pós-graduação nos Estados Unidos. O pedido de namoro aconteceu em 2022, enquanto o noivado foi oficializado em agosto de 2025, no primeiro dia em que passaram a morar juntos na mesma casa.

Em 23 de março de 2026, o casal oficializou a união em uma cerimônia intimista realizada em Los Angeles, nos Estados Unidos. A celebração contou apenas com familiares.

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Fonte: Portal Terra
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