Última ferida italiana em incêndio em Crans-Montana recebe alta

Francesca, de 17 anos, passou mais de 7 meses internada em Milão

13 ago 2026 - 11h55
(atualizado às 12h27)

A última paciente internada em Milão, na Itália, após o incêndio devastador que matou 41 pessoas em um bar de Crans-Montana, na Suíça, recebeu alta nesta quinta-feira (13), mais de sete meses depois da tragédia.

Francesca, 17 anos, deixou o Centro de Queimaduras do Hospital Niguarda, um dos mais renomados do país, e voltou para casa após um longo período de reabilitação.

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"Missão cumprida: todos os pacientes voltaram para casa. Era a promessa que tínhamos feito aos pais naquela manhã dramática, e é uma notícia que nos enche de orgulho", disse o secretário de Bem-Estar Social da Lombardia, Guido Bertolaso.

A adolescente passava o Réveillon com amigos no bar Le Constellation, em Crans-Montana, concorrido destino de inverno na Suíça, quando chamas deflagradas por velas pirotécnicas incendiaram o local. 41 pessoas morreram, incluindo seis italianos de 15 e 16 anos de idade, e 115 ficaram feridas.

Com queimaduras de terceiro grau no corpo, Francesca foi levada inicialmente a um hospital suíço, porém acabou transferida para o Niguarda em 3 de janeiro. Durante a internação, a jovem passou por cerca de 50 cirurgias e enfrentou um longo e doloroso processo de recuperação.

Amigos fizeram festa de aniversário para Francesca em 14 de junho

Ao longo deste período, estudou à distância, passou de ano na escola e viu os amigos fazerem uma festa de aniversário para ela no hospital, em 14 de junho. Com a alta de Francesca, não há mais feridos italianos internados por conta do incêndio.

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"As feridas precisam de tempo para se curar, e todos têm pela frente um longo caminho de reabilitação física e psicológica. Eles precisarão de tempo, paciência e força para deixar para trás aquilo que aconteceu e voltar, passo a passo, à vida cotidiana", declarou Bertolaso.

Os proprietários do bar Le Constellation, Jacques e Jessica Moretti, são investigados pelo Ministério Público de Sion como suspeitos de responsabilidade pela tragédia, assim como ex e atuais dirigentes do município de Crans-Montana, que não teriam feito as inspeções necessárias no estabelecimento.

Paralelamente, o Ministério Público de Roma também realiza um inquérito sobre as causas do incêndio.

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