Uma missão arqueológica egípcia descobriu múmias, sarcófagos e estátuas votivas em três tumbas de diferentes períodos no sítio de Sheikh Subi, no oásis de Bahariya, no Egito.
As tumbas apresentam estruturas distintas: a primeira é um túmulo coletivo escavado em arenito, provavelmente pertencente a uma única família de cinco pessoas; a segunda, sem decorações e com estilo em escadaria, é atribuída ao período romano; a terceira, também coletiva, é do tipo poço, igualmente da era romana.
Na primeira tumba, um poço quadrado de três metros de profundidade, foi encontrado um sarcófago de pedra calcária contendo uma múmia envolta em linho; e na segunda, maior e em formato retangular, quatro sarcófagos de calcário, cada um com uma múmia.
A terceira, com um poço retangular, provavelmente servia para abrigar a múmia durante o processo de sepultamento, antes de sua colocação na posição definitiva dentro de uma das câmaras.
As escavações revelaram ainda uma câmara funerária lateral contendo um sarcófago cilíndrico de terracota, agora em pedaços. A tampa do artefato apresenta uma representação proeminente de um rosto humano com feições bem definidas.
Os arqueólogos também encontraram diversos objetos, como vasos de cerâmica, pequenas garrafas, pratos de várias formas e tamanhos, tábuas votivas em calcário e arenito, além de pequenas estátuas em terracota, incluindo figuras maternas e formas animais estilizadas.
O sítio de Sheikh Subi abriga a necrópole dos governantes e sacerdotes do oásis de Bahariya durante o Período Tardio (de 664 a.C. a 332 a.C.). Entre os achados anteriores na região está o Templo de Bawiti, construído pelo governador do oásis durante a 26ª dinastia, Djed Khonsu-Iuf-Ankh, em homenagem ao rei Amósis II.