O Brasil não possui armas nucleares, pois a Constituição e tratados internacionais restringem o uso da tecnologia atômica a fins pacíficos, como na geração de energia pelas usinas de Angra. O descumprimento dessas regras acarretaria sanções ao país. Apesar disso, propostas parlamentares recentes, como uma PEC protocolada em 2025, buscam revogar os acordos de não proliferação para permitir o desenvolvimento de armamento atômico voltado à dissuasão e à defesa nacional.
O Brasil não possui bombas nucleares. A Constituição Federal proíbe o desenvolvimento de armas atômicas em território nacional, restringindo toda atividade nuclear no País exclusivamente a fins pacíficos e mediante aprovação prévia do Congresso Nacional.
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Durante sabatina na TV Globo, o candidato Renan Santos (Missão) defendeu o desenvolvimento de bomba nuclear para fazer do Brasil protagonista e soberano.
"Eu não acho que o Brasil dispõe de condições, nos próximos 10 anos, de ter armas nucleares. Nem tem condições ainda de fazer a pesquisa de desenvolver isso, mas o Brasil tem que iniciar o processo de recuperçaão de soberania, de pesquisa, para sentar na mesa de discutir com o mundo", defendeu o empresário.
O Brasil possui bombas nucleares?
O Brasil não possui bombas nucleares nem desenvolve armamento atômico. A legislação brasileira veta qualquer aplicação militar de destruição em massa no território nacional. A tecnologia nuclear do País é voltada para a geração de eletricidade, pesquisas científicas, tratamentos médicos e propulsão de submarinos das Forças Armadas.
O parque nuclear brasileiro conta com as usinas Angra 1 e Angra 2, localizadas em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, operadas pela empresa pública Eletronuclear, que geram cerca de 3% da matriz energética do Brasil.
O que diz a Constituição sobre armas atômicas?
A Constituição Federal estabelece, no inciso XXIII do artigo 21, que toda atividade nuclear em território nacional é admitida apenas para fins pacíficos, exigindo aprovação do Senado Federal e da Câmara dos Deputados. A norma proíbe a fabricação, o armazenamento ou o uso de artefatos nucleares bélicos no País.
Além da restrição constitucional, o Brasil assinou tratados internacionais que impedem a proliferação de armas de destruição em massa.
Quais acordos internacionais proíbem o armamento no País?
O Brasil é signatário do Tratado sobre a Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP) e do Tratado para a Proscrição das Armas Nucleares na América Latina e no Caribe, conhecido como Tratado de Tlatelolco. Os acordos reforçam o compromisso de renúncia ao desenvolvimento de artefatos bélicos nucleares perante a comunidade internacional.
O descumprimento desses acordos multilaterais acarretaria sanções econômicas e diplomáticas severas ao Estado brasileiro.
Quais propostas tentam alterar a legislação brasileira?
Propostas parlamentares buscam reabrir o debate sobre dissuasão nuclear no Congresso Nacional. Em outubro de 2025, o deputado federal Kim Kataguiri (Missão) protocolou a chamada PEC Bomba Nuclear para autorizar a produção de armas com fim de retaliação defensiva. Em 2019, o então deputado Eduardo Bolsonaro (PL) defendeu que a posse de artefatos atômicos garante a paz e a soberania.
A proposta de emenda constitucional apresentada por Kim Kataguiri prevê a revogação dos decretos que internalizaram o TNP e o Tratado de Tlatelolco, condicionando o desenvolvimento de armas à autorização do presidente da República e do Congresso Nacional.