O Brasil tem bomba nuclear? Veja o que diz a legislação sobre projeto de Renan Santos para dar protagonismo ao Brasil

Constituição Federal veta uso militar de tecnologia atômica, mas propostas no Congresso buscam reabrir debate sobre dissuasão

26 ago 2026 - 20h22
(atualizado às 20h29)
Resumo
O Brasil não possui armas nucleares, pois a Constituição e tratados internacionais restringem o uso da tecnologia atômica a fins pacíficos, como na geração de energia pelas usinas de Angra. O descumprimento dessas regras acarretaria sanções ao país. Apesar disso, propostas parlamentares recentes, como uma PEC protocolada em 2025, buscam revogar os acordos de não proliferação para permitir o desenvolvimento de armamento atômico voltado à dissuasão e à defesa nacional.
Renan Santos na sabatina na Globo
Renan Santos na sabatina na Globo
Foto: Manoella Mello/Globo

O Brasil não possui bombas nucleares. A Constituição Federal proíbe o desenvolvimento de armas atômicas em território nacional, restringindo toda atividade nuclear no País exclusivamente a fins pacíficos e mediante aprovação prévia do Congresso Nacional.

Durante sabatina na TV Globo, o candidato Renan Santos (Missão) defendeu o desenvolvimento de bomba nuclear para fazer do Brasil protagonista e soberano

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"Eu não acho que o Brasil dispõe de condições, nos próximos 10 anos, de ter armas nucleares. Nem tem condições ainda de fazer a pesquisa de desenvolver isso, mas o Brasil tem que iniciar o processo de recuperçaão de soberania, de pesquisa, para sentar na mesa de discutir com o mundo", defendeu o empresário. 

O Brasil possui bombas nucleares?

O Brasil não possui bombas nucleares nem desenvolve armamento atômico. A legislação brasileira veta qualquer aplicação militar de destruição em massa no território nacional. A tecnologia nuclear do País é voltada para a geração de eletricidade, pesquisas científicas, tratamentos médicos e propulsão de submarinos das Forças Armadas.

O parque nuclear brasileiro conta com as usinas Angra 1 e Angra 2, localizadas em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, operadas pela empresa pública Eletronuclear, que geram cerca de 3% da matriz energética do Brasil. 

O que diz a Constituição sobre armas atômicas?

A Constituição Federal estabelece, no inciso XXIII do artigo 21, que toda atividade nuclear em território nacional é admitida apenas para fins pacíficos, exigindo aprovação do Senado Federal e da Câmara dos Deputados. A norma proíbe a fabricação, o armazenamento ou o uso de artefatos nucleares bélicos no País.

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Além da restrição constitucional, o Brasil assinou tratados internacionais que impedem a proliferação de armas de destruição em massa.

Quais acordos internacionais proíbem o armamento no País?

O Brasil é signatário do Tratado sobre a Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP) e do Tratado para a Proscrição das Armas Nucleares na América Latina e no Caribe, conhecido como Tratado de Tlatelolco. Os acordos reforçam o compromisso de renúncia ao desenvolvimento de artefatos bélicos nucleares perante a comunidade internacional.

O descumprimento desses acordos multilaterais acarretaria sanções econômicas e diplomáticas severas ao Estado brasileiro.

Quais propostas tentam alterar a legislação brasileira?

Propostas parlamentares buscam reabrir o debate sobre dissuasão nuclear no Congresso Nacional. Em outubro de 2025, o deputado federal Kim Kataguiri (Missão) protocolou a chamada PEC Bomba Nuclear para autorizar a produção de armas com fim de retaliação defensiva. Em 2019, o então deputado Eduardo Bolsonaro (PL) defendeu que a posse de artefatos atômicos garante a paz e a soberania.

A proposta de emenda constitucional apresentada por Kim Kataguiri prevê a revogação dos decretos que internalizaram o TNP e o Tratado de Tlatelolco, condicionando o desenvolvimento de armas à autorização do presidente da República e do Congresso Nacional.

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Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial e editado pelo nosso time de jornalistas.
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