Script = https://s1.trrsf.com/update-1786557910/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Na Globo, Renan Santos defende criação de bomba nuclear para fazer do Brasil protagonista

Candidato do Missão é terceiro entrevistado da série de sabatinas promovidas após o Jornal Nacional com os presidenciáveis

26 ago 2026 - 20h20
(atualizado às 20h46)
Compartilhar
Exibir comentários
Renan Santos na sabatina na Globo
Renan Santos na sabatina na Globo
Foto: Manoella Mello/Globo

O candidato Renan Santos (Missão) é o terceiro a participar da série de sabatinas com os presidenciáveis promovidas pela TV Globo na noite desta quarta-feira, 26, e defende o desenvolvimento de bomba nuclear para fazer do Brasil protagonista e soberano. A entrevista é conduzida por Renata Vasconcellos e César Tralli.

  • Momento da Decisão vai colocar frente a frente os principais candidatos à Presidência no dia 14 de setembro, às 22h, em debate promovido pelo Terra e outros 10 veículos

A primeira pergunta direcionada ao candidato do Missão foi sobre armas nucleares e a área da defesa como prioridade. Renata questionou se ele mantém a ideia de desenvolver uma bomba atômica no Brasil apesar do cenário de instabilidade internacional e Renan Santos se manteve firme de que este é o caminho para garantir a soberania do país.

Para o candidato, discutir sobre armas nucleares é o caminho que o Brasil precisa enfrentar para se tornar uma das cinco maiores nações do mundo e ser respeitado. "Eu não acho que o Brasil dispõe de condições, nos próximos 10 anos, de ter armas nucleares. Nem tem condições ainda de fazer a pesquisa de desenvolver isso. Mas o Brasil tem que iniciar o processo de recuperçaão de soberania, de pesquisa, para sentar na mesa de discutir com o mundo", afirmou.

A bancada da Globo questionou o candidato sobre questões maiores que impediriam esse movimento -- como a própria Constituição permitir armas nucleares apenas para fins pacíficos, trecho que aliado de Renan Santos, o deputado federal Kim Kataguiri, tentou modificar por meio de uma Proposta de Emenda à Consitutição (PEC). Renan entende que tocar no ponto pode gerar desconfortos, mas reforça que esse é o caminho para defender o território e suas riquezas perante o mundo.

"Eu não preciso de um estudo científico para determinar que uma nação tem que ter força política para se proteger de outras nações. Eu posso trazer apenas dados da realidade. A realidade é muito clara: as nações mais poderosas dispõem de armas nucleares e elas se fazem respeitadas por isso", defende.

Renan Santos (Missão) com Renata Vasconcellos e César Tralli nos Estúdios Globo
Renan Santos (Missão) com Renata Vasconcellos e César Tralli nos Estúdios Globo
Foto: Manoella Mello/Globo

Fim do crime organizado em um ano?

Uma das promessas de campanha de Renan é recuperar todos os territórios dominados pelo crime organizado e facções criminosas em todo o Brasil e terminar com o crime organizado em um ano. Como isso será feito, considerando intervenções que não deram certo -- como o caso no Rio de Janeiro, em 2018, que ficou sob intervenção federal por cerca de 10 meses e o custo foi de mais de R$ 1 bilhão, e desde lá o crime organizado seguiu em expansão?

"O que eu defendo é a criação e a declaração de uma guerra contra o crime organizado", afirma Renan. Como aponta, o que fará a situação ser diferente, se eleito, é alterar leis de execuções penais, o código de processo penal e o aumento de penas especialmente para crimes violentos cometidos com armas. Além das mudanças na legislação que façam os casos em torno do crime organizado terem tratamento específico, ele cita operações e ocupação de territórios. 

Sobre custos, ele cita como exemplo a necessidade do investimento de R$ 6 bilhões para construir 10 presídios, cada um de 30 a 40 mil vagas. "Esse processo precisa se iniciar desde já", alega.

Questionado sobre como evitar arbitrariedades, ele cita "o devido processo legal": "Hoje existem investigações que determinam que uma pessoa é membro de uma facção, como uma influencer chamada Deolane. Descobriram que a Deolane era não apenas uma influenciadora, mas uma advogada ligada ao PCC. A investigação pegou ela, e ela foi presa".

El Salvador

El Salvador também entrou em pauta. Ao longo da campanha, Renan tem citado como exemplo a política de segurança adotada pelo presidente Nayib Bukele no país. Renata elencou diversos pontos sobre o que ele pretende replicar ou não no Brasil. Ele nega saber de casos de "torturas e desaparecimentos" e cita que isso é "um clichê que a mídia internacional fala". Tralli, na sequência, reforça que são afirmações baseadas em denúncias levantadas pelo jornalismo profissional e entidades que fiscalizam segurança pública.

Na sequência, levanta Tralli: "'Matar quem roubar e fazer um banho de sangue'. O senhor diz que não é o Bukele. Mas porque então o senhor mantém esse tom defendido por Nayib Bukele?". Renan Santos diz que o derramamento de sangue já acontece no Brasil, e que é dos inocentes. "Os brasileiros morrem como se fossem bichos. Ninguém liga, ninguém sabe o nome. A maior parte são meninos, em geral, negros, morrem nas favelas e nas cidades mais pobres", afirma o candidato.

*Matéria em atualização

Quando os outros candidatos serão entrevistados?

Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), candidatos à Presidência da República
Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), candidatos à Presidência da República
Foto: Wilton Junior/Tiago Queiroz/Cauê Del Valle/Divulgação MBL/Taba Benedicto / Estadão

As entrevistas tiveram início na segunda-feira, 24, com Romeu Zema (Novo). O candidato defendeu anistia a Bolsonaro, disse ser contra a obrigatoriedade de vacina, e sofreu mais de 10 interrupções de Renata e Tralli. 

Na terça-feira, 25, foi a vez de Ronaldo Caiado (PSD). O candidato evitou responder perguntas comprometedoras, detalhar planos econômicos, tentou se colocar como 3ª via e se comprometeu com um projeto de 'anistia ampla, geral e irrestrita' aos condenados pelo 8 de janeiro para pacificar o Brasil. A entrevista foi marcada por cerca de 40 interrupções ou tentativas de interrupções de Renata Vasconcellos e César Tralli, que muitas vezes foram ignorados pelo ex-governador de Goiás.

Agora, após Renan Santos, a cronologia das entrevistas segue a seguinte ordem sorteada:

  • 27/8 (quinta-feira) - Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
  • 28/8 (sexta-feira) - Flávio Bolsonaro (PL)
  • 29/8 (sábado) - Augusto Cury (Avante)

Cada entrevista tem 40 minutos de duração, com dois blocos, e um minuto para considerações finais no encerramento. Foram convidados os seis candidatos mais bem colocados na pesquisa Quaest de intenções de voto, divulgada em 14 de agosto.

Fonte: Portal Terra
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra