O candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, tem sido uma figura polêmica. Para alguns, é considerado de direita ultraliberal. Para bolsonaristas, é chamado de esquerda. Então, onde cai o paulista no espectro político?
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A confusão em torno do posicionamento do candidato está principalmente na relação conturbada com o bolsonarismo. Renan faz críticas frequentes a Jair Bolsonaro, a seus filhos e à forma como a direita brasileira se organizou nos últimos anos.
O próprio Renan se considera de direita
Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., realizada em maio, Renan afirmou que o Missão pode ser enquadrado no campo da direita. Ele defendeu que o partido é de direita por sua defesa da "vida, da lei e ordem, da propriedade e da iniciativa privada". Já em entrevista à BBC News Brasil, em abril, Renan Santos afirmou estar "à direita de Flávio Bolsonaro".
Ao mesmo tempo, Renan questiona a divisão convencional entre "liberal" e "conservador". Para ele, essas categorias não explicam completamente sua visão política e não deveriam ser usadas como limites para a formulação de políticas públicas.
Por que bolsonaristas o chamam de esquerda?
O principal motivo é a disputa entre Renan e o grupo político de Jair Bolsonaro. O candidato do Missão não apenas rejeita uma aliança com o bolsonarismo como também afirma que a direita se afastou de suas prioridades ao se concentrar na polarização e em disputas nas redes sociais.
Em evento da Escola de Formação de Líderes, Renan afirmou que a direita brasileira havia sido iludida pelo bolsonarismo. "De um lado, estamos refém do Lula, que está em primeiro nas pesquisas, e, de outro lado, de um farsante, de uma família de farsantes que enganou o Brasil produtivo por todos esses anos", afirmou.
Na 27ª Conferência Anual Santander, em São Paulo, também disse que Lula e Flávio Bolsonaro são candidatos de centro.
"Essa eleição, se você vai puxar quem são as pessoas que querem manter a polarização, não são direitistas radicais ou esquerdistas radicais, até porque o Lula e o Flávio são candidatos de centro", afirmou.