Renovação nos governos estaduais e busca pelo Senado. Essas são as características que marcam as eleições gerais deste ano, onde 18 dos 27 governadores não podem se reeleger. Dos que não podem dar sequência a mandatos, dez “saem” do jogo político e não são candidatos ao pleito de outubro. Outros seis disputam vagas no Senado por seus respectivos Estados e dois tentam a Presidência da República. Confira quem vai para onde.
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Saem do jogo
Dez dos governadores que não podem se reeleger não vão disputar outros cargos nas eleições gerais deste ano. Entre eles, há quem almejava ser candidato à Presidência da República, como Ratinho Júnior (PSD), do Paraná; e Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul. Os dois não foram a escolha do Partido Social Democrático, que optou por Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás -- que até deixou o União Brasil para viabilizar sua candidatura.
Há também quem era pré-candidato ao Senado e, no fim, desistiu. É o caso de Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal; e Fátima Bezerra (PT), do Rio Grande do Norte. Antonio Denarium (PP), de Roraima, também estava de olho no Senado, mas teve seu mandato cassado e foi tornado inelegível. O mesmo aconteceu com Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro, que chegou a renunciar ao cargo para concorrer nas eleições, mas ficou de fora do jogo.
Miram o Senado ou a Presidência
Entre os governadores que não podem se reeleger e que vão concorrer nas eleições gerais deste ano, há dois caminhos sendo mirados: o Senado Federal e a Presidência da República. No Senado, esse é um ano de grandes mudanças: 54 das 81 cadeiras serão renovadas.
Dos oito que vão participar da corrida eleitoral, seis tentam garantir uma vaga como senador e outros dois tentam a Presidência.
Querem a reeleição
Dos 27 governadores, apenas nove podem se reeleger: e isso é o que todos eles estão buscando.
Entre eles, o partido com mais representação é o Partido dos Trabalhadores (PT), que tem Jerônimo Rodrigues na Bahia, Elmano de Freitas no Ceará e Rafael Fonteles no Piauí. O Partido Social Democrático (PSD) também pode seguir com o plano político no poder em Pernambuco, com Raquel Lyra, e em Sergipe, com Fábio Mitidieri.
O candidato que pode se reeleger com maior projeção nacional e favoritismo é Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tenta seguir no governo de São Paulo – Estado com maior colégio eleitoral do Brasil.