Daniella Marques, coordenadora da pauta econômica do plano de governo de Flávio Bolsonaro (PL) classificou como “populista” o debate sobre o fim da escala 6x1. Ela defendeu que diferentes modelos de jornada sejam permitidos e que trabalhadores e empregadores tenham liberdade para definir as condições dos contratos.
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A declaração foi dada em coletiva de imprensa nesta sexta-feira, 21, após sua participação no 25º Fórum Lide Empresarial, realizado no Rio de Janeiro. “É um debate populista, inócuo, na realidade atual das famílias brasileiras”, disse ela, que por meses chegou a ser cotada como um dos principais nomes para ser candidata a vice na chapa do senador.
Na avaliação de Daniella, a mudança na jornada poderia criar custos adicionais para as empresas sem que isso necessariamente represente um ganho efetivo para os trabalhadores. "É uma ficção dizer que está se concedendo alguma coisa, enquanto quem produz não vai ter condição e vai ter um custo enorme em relação a isso."
Para ela, o principal problema não está especificamente no modelo, mas na falta de liberdade para que trabalhadores e empregadores negociem as condições da jornada. "O problema não é a 6x1, é a falta de liberdade do cidadão para discutir o seu contrato com o empregador sem o Estado interferir. Então, somos a favor da liberdade e da ampliação dessa liberdade. Deveria ter todas as jornadas permitidas e cabe ao trabalhador e ao empregador decidirem de que forma eles querem construir os seus contratos", argumentou.
O texto aprovado pela Câmara em maio estabelece jornada máxima de 40 horas semanais, distribuídas em cinco dias de trabalho e dois de descanso, com uma transição para a nova regra. A proposta foi aprovada em dois turnos e seguiu para o Senado, onde ainda deve passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de ser analisada pelo plenário.
*A repórter viajou ao Rio de Janeiro a convite da Lide Empresarial