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Seis estudantes são detidos após nova ocupação na USP; assembleia recomenda fim da greve que dura mais de 50 dias

Ação ocorreu na noite de segunda-feira, 8; jovens já foram ouvidos e liberados pela polícia

9 jun 2026 - 10h31
(atualizado às 11h13)
Manifestantes ocuparam os blocos K e L da administração central da USP.
Manifestantes ocuparam os blocos K e L da administração central da USP.
Foto: Reprodução/Instagram/@marimbondo.uspleste / Estadão

Seis estudantes, entre 18 e 22 anos, foram detidos na noite de segunda-feira, 8, após ocuparem blocos de um prédio da administração central da Universidade de São Paulo (USP), na Cidade Universitária, na Zona Oeste da capital. A ação aconteceu horas depois de uma assembleia aprovar a recomendação para o encerramento da greve iniciada em 14 de abril. Os manifestantes já foram ouvidos e liberados. 

A Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP) informou que policiais militares foram acionados para atender a ocorrência após "manifestantes terem invadido o prédio e bloqueado os acessos com barricadas".

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Em nota, a USP disse que uma tentativa de invasão ocorreu por volta das 19h. "Pessoas encapuzadas, munidas de paus e cassetetes, entraram no prédio e agrediram os seguranças, inclusive disparando rojões e fogos de artifício contra eles", afirmou.

Segundo a universidade, vários membros da guarda universitária sofreram escoriações e, pelo menos, três tiveram ferimentos mais graves e foram levados ao Hospital Universitário.

A PM dispersou os estudantes e apreendeu vários objetos, como fogos de artifício, porretes, rádios comunicadores, um megafone, uma marreta, um estilingue e outros itens utilizados durante a ocupação. 

Ainda de acordo com a SSP, a perícia foi acionada e constatou danos em mobiliários e equipamentos da universidade. O caso foi registrado no 7º Distrito Policial (Lapa) como lesão corporal de natureza grave e dano ao patrimônio público.

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O grupo que reivindica a ação publicou um vídeo nas redes sociais, disse que foi retirado à força do prédio e acusou policiais e agentes da guarda universitária de agir com truculência para encerrar a ocupação. Eles pedem mudanças nas políticas de permanência estudantil e a não retaliação de grevistas que, segundo eles, estão sendo processados.

Em manifesto divulgado após a ocupação, os responsáveis pela ação afirmaram atuar de forma independente, sem vínculo com o Diretório Central dos Estudantes (DCE), que conduziu a greve nos últimos meses. 

Recomendação para fim da greve

Horas antes da ocupação, uma assembleia geral aprovou a recomendação para encerrar a paralisação na universidade iniciada há mais de 50 dias.

A decisão ainda precisa ser referendada pelos cursos, mas sinaliza uma mudança no cenário do movimento. Nos últimos dias, unidades como a Faculdade de Direito, a Escola Politécnica e a Faculdade de Medicina já tinham votado pela retomada das atividades. Segundo a reitoria, 24 unidades encerraram a greve, enquanto outras 19 ainda mantinham algum tipo de mobilização.

O principal impasse entre estudantes e administração está relacionado aos auxílios do Papfe. Atualmente, os benefícios variam de R$ 335 para moradores do conjunto residencial estudantil a R$ 885 para estudantes contemplados com auxílio integral. A USP propôs reajustar os valores com base no IPC-Fipe, elevando-os para R$ 340 e R$ 912, respectivamente. Os estudantes consideram a proposta insuficiente e defendem benefícios equivalentes ao salário mínimo paulista.

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*(Com informações do Estadão Conteúdo)

Fonte: Portal Terra
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