A rede municipal de São Paulo aumentou seu Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) nos anos iniciais (1º ao 5º) do ensino fundamental, mas alcançou somente o patamar de notas que registrava uma década atrás. O desempenho dos alunos ficou em 5,8 (numa escala de zero a dez) no ano passado, o mesmo obtido em 2015.
O aumento no Ideb, porém, também não se traduziu em melhora no ranking. São Paulo, a cidade mais rica do País, cresceu 0,2 ponto no Ideb e está em 15º lugar (era 13º na lista anterior). Isso porque as escolas paulistanas avançaram menos do que a maioria das capitais brasileiras: 20 das 26 redes municipais cresceram mais no período e três tiveram evolução igual à paulistana. Só Goiânia e Palmas apresentaram desempenho inferior em termos de variação da nota. Brasília não aparece por não ter rede municipal.
O Ministério da Educação divulgou nesta quarta-feira, 5, os resultados do Ideb, que considera a nota dos estudantes em provas do Sistema Nacional de Educação Básica (Saeb), de Português e Matemática, e o fluxo escolar, medido pela taxa de aprovação dos alunos.
Apesar de as notas terem melhorado em Português e Matemática com relação ao penúltimo Saeb na capital, elas são menores que as registradas 10 anos atrás e estão abaixo da meta, de 6,2, estabelecida pelo MEC para a cidade. Mesmo assim, as crianças permanecem no nível considerado básico de Matemática, segundo a escala do Todos pela Educação, e adequado em Português.
Isso quer dizer que elas conseguem, por exemplo, converter uma hora em minutos e inferir efeito de humor em tirinhas e histórias em quadrinhos.
Mas, aos 10 anos, não sabem determinar porcentagens simples (25%, 50%) ou identificar opinião e informação explícita em fábulas, contos, crônicas e reportagens.
As duas capitais que lideram o ranking são Teresina, no Piauí, e Curitiba, no Paraná. O avanço mais expressivo foi o de Florianópolis, que elevou o Ideb em 0,9 ponto — de 5,8 para 6,7 — e saltou para o grupo das quatro melhores capitais do País nos anos iniciais da rede municipal.
Curitiba, diferentemente de Florianópolis, já partiu de um nível alto (6,3) e ainda assim conseguiu crescer 0,6 ponto, chegando à liderança nacional.
Nos anos finais do fundamental (6º a 9º ano), a rede municipal paulistana também aumentou seu Ideb, de 4,8 para 4,9, e continua no grupo intermediário de capitais, na 11° colocação. A meta que havia sido estabelecida pelo MEC para a cidade em 2021 era 6 no Ideb.
Esse ranking das capitais é liderado novamente por Teresina, seguido de Vitória, Curitiba, Goiânia e Florianópolis.
É possível ainda verificar a posição da capital paulista em uma lista de educação pública, que junta escolas estaduais, municipais e federais. Não há mudança significativa no ranking, São Paulo fica em 12º lugar, com Ideb 5. A líder é Goiânia, seguida de Teresina.