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De provas antigas ao TikTok: as estratégias que aprovada em Medicina na USP pelo Provão Paulista usou

Laura Souza Berbet, de 18 anos, conquistou a vaga pelo exame que é aplicado para alunos do ensino médio da rede pública de SP

6 mar 2026 - 04h58
Laura Souza Berbet foi aprovada em Medicina na USP pelo Provão Paulista
Laura Souza Berbet foi aprovada em Medicina na USP pelo Provão Paulista
Foto: Arquivo pessoal

Com 18 anos e recém-formada no ensino médio de uma escola pública integral, Laura Souza Berbet realizou um grande sonho: ser aprovada em Medicina na Universidade de São Paulo (USP). A jovem conquistou a vaga pelo Provão Paulista Seriado, exame destinado aos alunos da rede pública de São Paulo e que oferece oportunidades de ingresso nas universidades paulistas. Ao Terra, a estudante, que é de Cordeirópolis, cidade no interior de São Paulo, conta as estratégias usadas para alcançar um bom desempenho na avaliação e deixa dicas para outros estudantes.

Segundo Laura, ela se preparou para as três provas que fez durante o ensino médio, uma por ano. Sua rotina consistia em estudar, em período integral, na Escola Coronel José Levy. Após o horário escolar e em casa à noite, ela passava cerca de 2h30 estudando para o vestibular três vezes por semana -- de segunda, quarta e sexta-feira. Já de terça e quinta-feira, a jovem se dedicava a praticar vôlei. Aos fins de semana, ela estudava aos sábados quando tinha disponibilidade e geralmente descansava aos domingos. 

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"Além da organização, você precisa ter disciplina, porque não é todo dia que você vai querer estudar, não é todo dia que você vai querer revisar aquele conteúdo. Nem sempre vai ter motivação, mas precisa ter disciplina para seguir", afirma a estudante. "A rotina de estudos se tornou algo frequente e permanente na minha vida, então acredito que esse tenha sido o meu diferencial."

De acordo com a jovem, as estratégias de estudo usadas ao longo dos anos foram:

  • Olhar o conteúdo programático: no início do ano, ela já olhava quais foram os assuntos que caíram na prova do Provão Paulista no ano anterior e seguia os estudos por esse documento.
  • Estudar tudo: Laura estudava todos os temas que são abordados na prova por matéria. Como são muitos, ela passava por cada um de uma forma resumida. "Se não você vai chegar na prova, vai ter assunto que você nunca nem viu. É a pior coisa que tem", diz.
  • Como estudar os assuntos: primeiro, ela pesquisava o assunto na internet. "Via mapas mentais, assistia a videoaulas de 15, 20 minutos, porque eu tinha pouco tempo para estudar e fazia isso fora da escola. São videoaulas rápidas, mas sem ser artificial. E anotava tudo o que achava interessante para gravar aquele conteúdo na cabeça", conta Laura.
  • Usar provas antigas: "Essa é a melhor forma que você vai ter para estudar. Você pegar as provas antigas e resolver mesmo. E depois vai ver o que errou, pesquisar para tentar entender", explica a jovem. "Quando chegar no exame, você já vai estar acostumada com aquele tipo de prova e também em relação ao tempo", completa.
  • Revisar periodicamente: todo final de mês, Laura revisava todo o caderno em que fazia os resumos sobre os assuntos que caem na prova. "Eu revisava para não ficar para trás nenhum conteúdo", afirma.
  • Estudar repertório: na escola, a professora de Laura passava todos os meses um tema de redação para os alunos estudarem e produzirem o texto em sala de aula. A redação segue critérios parecidos com o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Assim que sabia o tema, a jovem pesquisava na internet e depois buscava outros repertórios nas redes sociais. "A internet é a maior aliada. Eu jogava o tema no TikTok e aparecia um monte de repertório, um monte de argumentação. Assista aos vídeos, estudava e via o que melhor se encaixava."
  • Olhar redações com nota alta: a estudante também lia redações nota 1.000 para entender como eram escritas. "Pegava esses modelos, não copiava, claro, fazia do meu jeito, mas seguindo aquela estrutura da redação do Enem e tinha esse modelo na minha cabeça", diz.
  • Treinar redação: além do texto escrito na escola uma vez por mês, Laura fazia redações em casa. "Sempre pegava um dos dias que eu tinha para estudar para fazer redação. Recomendo que faça, no mínimo, duas redações por mês, é pouco, mas como estudava em tempo integral, é o que conseguia fazer. Também vai atrás das professoras, pergunta, pega uma dica, uma ajuda", orienta.
  • Trabalhar o tempo de prova: no terceiro ano, Laura fazia simulados toda semana. "Comecei a calcular o tempo nesses simulados, era o que eu usava para exercitar meu tempo de prova. Quando demorava mais, eu tentava entender o motivo. Se não sabe a questão, pula. Precisa praticar para se adaptar ao padrão e ao tempo."
  • Laura ainda destacou que o apoio da família foi fundamental no processo de preparação para os exames. "Sem eles, sem o apoio deles, eu nunca teria chegado onde cheguei. Se sou quem sou hoje devo muitos aos meus pais, são exemplos e com certeza fizeram toda a diferença na minha trajetória como pessoa e também estudante", afirma.

    Laura destacou que o apoio da família foi fundamental no processo de preparação para as provas
    Foto: Arquivo pessoal

    Como funciona o Provão Paulista Seriado?

    A prova é aplicada pelo Governo de São Paulo para estudantes matriculados nos três anos do ensino médio da rede pública do Estado. Na última edição, a avaliação deu acesso a mais de 15 mil vagas no ensino superior da USP, Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Faculdades de Tecnologia do Estado de São Paulo (Fatecs) e Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp).

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    Os estudantes respondem questões de Linguagens, Ciências da Natureza, Matemática e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, além de produzirem uma redação. Os alunos fazem as provas durante os três anos do ensino médio. A somatória dos acertos em cada ano compõe a nota final do vestibulando.

    Fonte: Portal Terra
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