Há um debate intenso em torno da rentabilidade da IA. Até o momento, o investimento massivo em centros de dados não está contribuindo de forma significativa para o crescimento da economia dos EUA, mas há quem acredite que a IA já esteja gerando riqueza — o problema é que ainda não sabemos como medi-la. Enquanto isso, surge uma questão crucial: se a IA acabar sendo a galinha dos ovos de ouro, é justo que as empresas fiquem com tudo?
Há alguns dias, Donald Trump fez um comentário que passou quase despercebido, mas que é bastante relevante. Durante uma conversa com jornalistas no Salão Oval da Casa Branca, ele disse que espera que as empresas de IA "devolvam algo ao público", ou seja, que compartilhem a riqueza que estão gerando. Suas palavras exatas, segundo a agência Reuters, foram:
"Vou me reunir muito em breve com os 12 ou 15 principais executivos, e estamos falando sobre devolver algo ao público, e se fizermos isso, o público ficará muito rico (...) Acho que eles farão isso, e acho que isso o tornará muito popular."
O fato de o presidente dos EUA mencionar a possibilidade de repartir a riqueza que a IA vai gerar é uma forma de reconhecer o que já vem sendo observado há algum tempo: a IA está reconfigurando o mercado de trabalho e, para muitas pessoas, isso significa demissões. Ainda assim, a Reuters contatou OpenAI, Meta, Anthropic e Google para comentar as declarações do presidente e nenhuma delas se manifestou.
Essas declarações surgem em um contexto no qual a ...
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