Ser o funcionário mais comprometido do escritório tem um sério risco para a saúde: quanto mais alguém gosta do próprio trabalho, maiores são as chances de acabar fazendo coisas que não lhe correspondem, que não vão acrescentar nada à sua carreira e que, com o tempo, podem levá-lo ao esgotamento.
Pelo menos é isso o que afirma uma nova pesquisa da Universidade Cornell e da Universidade Northeastern, da qual participaram 4.300 funcionários de diferentes setores. Como declarou a professora de gestão e coautora do estudo Sangah Bae ao Northeastern Global News, o a pesquisa nasceu de sua própria experiência como analista júnior em Chicago: quanto mais ela se envolvia, mais trabalho extra recebia. Anos depois, os dados confirmam que esse padrão não era coincidência.
Os pesquisadores descobriram que os gestores tendem a atribuir tarefas adicionais aos funcionários que percebem como mais motivados. Em uma pesquisa de campo com 834 gerentes intermediários, 55% escolheram o funcionário que consideravam mais motivado para lhe atribuir tarefas extras. Mesmo quando os gestores tinham dados sobre variáveis como idade, experiência ou desempenho profissional, a percepção sobre a motivação do funcionário prevalecia em sua escolha.
O experimento de laboratório foi ainda mais revelador, já que os pesquisadores criaram grupos de três pessoas nos quais uma fazia o papel de gerente e as outras duas de funcionários, competindo por um bônus financeiro vinculado ao desempenho. Nesse cenário, 74% ...
Matérias relacionadas
A Geração Z quer voltar ao escritório, mas não abandonou o streaming no trabalho
Produtividade dos EUA cresce 2% ao ano desde a pandemia — o mérito não é da IA, e sim do home office
Trabalhadores tech estão entre os mais bem pagos. Ainda assim, metade teme perder espaço para a IA