Produtividade dos EUA cresce 2% ao ano desde a pandemia — o mérito não é da IA, e sim do home office

O professor e pesquisador de Stanford Nick Bloom afirma que trabalhar de casa implica em menos tempo perdido e maior concentração

25 mai 2026 - 12h12
(atualizado às 13h12)
Home office
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Foto: Unsplash (Flipsnack) / Xataka

Dado o avanço da IA nos últimos anos, muitos especialistas vêm atribuindo esse aumento de produtividade à inteligência artificial. No entanto, Nicholas Bloom, professor de Economia em Stanford e uma das vozes mais reconhecidas na pesquisa sobre trabalho remoto, argumenta que a explicação mais razoável não passa pela IA, mas tem mais relação com o home office. O professor defende que a mudança de modelo para o teletrabalho após a pandemia teve mais peso do que muitos executivos estão dispostos a admitir.

Segundo os dados do Bureau of Labor Statistics, equivalente ao IBGE nos EUA, a produtividade do setor privado não agrícola no país cresceu 5,3% em 2020, 2% em 2021, caiu 1,5% em 2022, subiu 1,8% em 2023, avançou 3% em 2024 e voltou a crescer 2,2% em 2025. Para Bloom, esse padrão cronológico é um sinal bastante claro da relação entre o crescimento da produtividade e a forma como se trabalhou desde a pandemia.

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O crescimento médio de 2% na produtividade a partir de 2020 registrado nos dados dos últimos cinco anos contrasta com o modesto 1% observado durante boa parte da década de 2010. Essa comparação reforça o argumento de Bloom, que atribui o mérito da retomada da produtividade ao teletrabalho e não à IA, levando em conta que o aumento vem sendo registrado desde 2020, e não a partir de 2022, quando o ChatGPT foi lançado.

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