O Ministério da Justiça oficializou a demissão do ex-deputado Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal por abandono de cargo, após faltar por mais de 30 dias consecutivos. Vivendo nos Estados Unidos desde 2025, ele deveria ter retornado à corporação após ter seu mandato parlamentar cassado por faltas na Câmara. Condenado pelo STF a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo, o político também foi intimado a devolver sua arma e carteira funcional.
Ex-deputado federal perdeu cargo de escrivão após faltar por mais de 30 dias seguidos depois de ter o mandato na Câmara cassado. Condenado pelo STF, político vive nos EUA desde 2025.O Ministério da Justiça oficializou nesta segunda-feira (21/09) a demissão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que mora nos Estados Unidos há um ano e meio, do cargo de escrivão da Polícia Federal (PF) por abandono de cargo.
A corporação alegou que Eduardo Bolsonaro faltou ao serviço de forma injustificada por período superior a 30 dias consecutivos. A demissão foi publicada no Diário Oficial da União, assinada pelo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva.
A decisão já havia sido tomada em julho, após um processo administrativo disciplinar conduzido pela Polícia Federal. O processo foi então encaminhado ao Ministério da Justiça, para formalização.
Eduardo Bolsonaro vive há mais de um ano nos EUA
Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil no primeiro semestre de 2025 e se mudou para os EUA. Em dezembro, a Câmara dos Deputados cassou o seu mandato, medida prevista na Constituição para o congressista que faltar a um terço das sessões ordinárias do ano - salvo licença ou missão especial.
Sem mandato de deputado federal, ele teria de voltar ao posto de escrivão da PF no Rio de Janeiro, o que não aconteceu, por isso a decisão da PF. O corregedor regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro determinou ainda que Eduardo entregasse a carteira funcional e a arma.
Além de cassado e demitido, o ex-deputado também já foi condenado no Supremo Tribunal Federal (STF). Em junho, a Primeira Turma da corte o condenou por unanimidade a quatro anos e dois meses de prisão em regime inicialmente semiaberto por coação no curso do processo, por sua atuação nos EUA para pressionar o Judiciário brasileiro e interferir no julgamento do pai, condenado por tentativa de golpe de Estado.
Nos EUA, Eduardo Bolsonaro passou a circular entre parlamentares, influenciadores e autoridades ligadas à ultradireita. Sua articulação incluiu campanhas públicas contra decisões do STF e em defesa de sanções americanas contra autoridades brasileiras.
sf/ra (ots)
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