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Cientista-chefe da OMS diz que Ômicron é bastante infecciosa

Apesar do alerta, Soumya Swaminatha afirmou que não se deve entrar em pânico

3 dez 2021 10h12
| atualizado às 10h39
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A cientista-chefe da Organização Mundial de Saúde (OMS), Soumya Swaminathan, disse que a nova variante Ômicron do coronavírus é muito transmissível, mas que as pessoas não devem entrar em pânico com isso.

Cientista-chefe da Organização Mundial de Saúde (OMS), Soumya Swaminathan, em coletiva de imprensa em Genebra, Suíça
03/07/2020 Fabrice Coffrini/Pool via REUTERS
Cientista-chefe da Organização Mundial de Saúde (OMS), Soumya Swaminathan, em coletiva de imprensa em Genebra, Suíça 03/07/2020 Fabrice Coffrini/Pool via REUTERS
Foto: Reuters

Swaminathan disse durante uma entrevista na conferência Reuters Next nesta sexta-feira que a resposta certa é estar preparado e ser cauteloso e não entrar em pânico diante da nova variante.

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"Até que ponto devemos ficar preocupados? Precisamos estar preparados e cautelosos, não entrar em pânico, porque estamos em uma situação diferente de um ano atrás", disse Swaminathan.

O surgimento da nova variante não foi bem-vindo, disse ela, ao mesmo tempo que acrescentou que o mundo está muito mais bem preparado dado o desenvolvimento de vacinas desde o início da pandemia.

Muito permanece desconhecido sobre a Ômicron, detectada pela primeira vez no sul da África no mês passado e com registros em pelo menos duas dúzias de países. Partes da Europa já lutavam contra uma onda de infecções da variante Delta da covid-19.

"Precisamos esperar, espero que (a cepa) seja mais amena... mas é muito cedo para tirar conclusões sobre a variante como um todo", disse Swaminathan.

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A OMS pediu aos países que aumentem a capacidade de seus sistemas de saúde e vacinem suas populações para combater o aumento de casos de covid-19 causados pela variante Ômicron, dizendo que as restrições às viagens podem ganhar tempo, mas não são a resposta por si só.

"A Delta é responsável por 99% das infecções ao redor do mundo. Esta variante teria que ser mais transmissível para competir e se tornar dominante em todo o mundo. É possível, mas não há como prever", disse Swaminathan.

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