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Um estudo recente investigou o impacto dos medicamentos agonistas de GLP-1 no consumo de álcool e seus efeitos em indivíduos com obesidade

13 mai 2026 - 17h39

Um estudo recente investigou o impacto dos medicamentos à base de GLP-1 no consumo de álcool e seus efeitos em indivíduos com obesidade. Pesquisadores do Instituto de Pesquisa Biomédica Fralin observaram que essas substâncias, incluindo Ozempic e Wegovy, podem alterar a maneira como o corpo processa álcool, especificamente em termos de absorção e percepção de embriaguez.

Ozempic, Mounjaro e Wegovy alteram reação ao álcool e reduzem vontade de beber, aponta novo estudo
Ozempic, Mounjaro e Wegovy alteram reação ao álcool e reduzem vontade de beber, aponta novo estudo
Foto: Canva / Perfil Brasil

Os pesquisadores recrutaram 20 indivíduos com índice de massa corporal elevado, divididos entre aqueles que usavam agonistas de GLP-1 e aqueles que não usavam. Cada participante ingeriu uma dose de álcool destinada a atingir um nível específico de teor alcoólico no sangue. Notavelmente, o grupo sob medicação apresentou um aumento mais gradual nos níveis de álcool e relataram menor sensação de embriaguez.

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Estes remédios, principalmente utilizados para tratar diabetes tipo 2 e obesidade, operam retardando o esvaziamento do estômago. Esse efeito resulta em uma absorção mais lenta de álcool na corrente sanguínea, modulando a intensidade e o tempo da embriaguez. Esse ajuste na resposta do corpo ao álcool pode representar um novo caminho para ajudar no controle do consumo excessivo.

GLP-1 e consumo de álcool

Tradicionalmente, os tratamentos para o alcoolismo incluem medicamentos que agem diretamente no sistema nervoso central. Os achados deste estudo preliminar sugerem que os agonistas de GLP-1 podem oferecer uma alternativa ao influenciar a absorção de álcool de uma maneira diferente. Esta descoberta abre a porta para mais pesquisas sobre suas aplicações no tratamento de transtornos do uso de álcool.

Durante o experimento, parâmetros como pressão arterial, níveis de glicose e teor alcoólico no ar expirado foram monitorados. Por fim, participantes responderam a questionários sobre paladar e embriaguez percebida. Resultados indicaram que os indivíduos em uso destes medicamentos sentiram-se menos intoxicados, sugerindo que a medicação pode reduzir a severidade dos efeitos do álcool.

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