Quem é Weverton Rocha, senador que teve casa vasculhada pela PF em operação contra desvios no INSS

Polícia Federal apura operações suspeitas envolvendo a esposa do senador. Rocha ainda não se manifestou

4 ago 2026 - 10h29
(atualizado às 10h39)
O advogado Willer Tomaz e o senador Weverton Rocha.
O advogado Willer Tomaz e o senador Weverton Rocha.
Foto: Willer Tomaz Advogados Associados/Divulgação e Wilson Dias/Agência Brasil / Estadão

A residência do senador Weverton Rocha (PDT-MA) foi alvo de mandados de busca e apreensão na manhã desta terça-feira, 4, em uma nova fase da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, para apurar suspeitas de lavagem de dinheiro para o senador ligada ao esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A PF apura operações suspeitas envolvendo a esposa do senador. O parlamentar ainda não se manifestou.

Rocha é uma das figuras conhecidas dos investigadores da Operação Sem Desconto. O senador entrou na mira da Polícia Federal em 18 de dezembro, quando foi alvo de busca e apreensão. Na ocasião, afirmou que recebeu a operação "com surpresa, mas com serenidade" e que se colocava à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas assim que tivesse acesso integral à decisão judicial.

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A PF já identificou diálogos sobre a entrega de dinheiro vivo a um ex-assessor de Rocha no celular do empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, suspeito de liderar o esquema fraudulento.

O principal alvo da operação desta terça-feira é o advogado Willer Tomaz, suspeito de lavar dinheiro para o senador no esquema investigado pela Polícia Federal.

Rocha tem 46 anos e é natural de Imperatriz, no Maranhão. Ele assumiu o mandato no Senado em 2019 e é vice-líder do governo na Casa.

Sua carreira política teve início no movimento estudantil. Ele chegou a ser vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) entre 2000 e 2001. Antes de ser senador, ele foi assessor na Prefeitura de São Luís entre 2000 e 2006 e secretário de Esporte e Juventude do Maranhão em 2007. Ele também atuou como assessor do ex-ministro da Previdência Carlos Lupi no Ministério do Trabalho, durante o governo Dilma Rousseff.

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Senador Weverton Rocha (PDT-MA), durante sabatina do advogado-geral da União Jorge Messias.
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

O parlamentar teve dois mandatos na Câmara dos Deputados, tendo sido suplente entre 2011 e 2013 e titular de 2013 a 2018. Nesse período, ele se posicionou contra o impeachment de Dilma, a Reforma Trabalhista e a Reforma da Previdência.

Na eleição para o Senado, ele recebeu apoio do então governador do Maranhão, Flávio Dino, e foi eleito com 35% dos votos. Em 2022, ele foi candidato ao governo do Maranhão, mas perdeu a disputa para Carlos Brandão, eleito no primeiro turno.

O senador foi o relator da indicação do advogado-geral da União,Jorge Messias, para uma cadeira noSupremo Tribunal Federal (STF). Messias foi rejeitado.

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